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07/12/2019 às 07h00min - Atualizada em 07/12/2019 às 07h00min

Dezembro Laranja alerta para a prevenção ao câncer de pele

Neste sábado (7), Sociedade Brasileira de Dermatologia oferece atendimento gratuito à população

Rosa Borges, jornalista do belem.com.br
www.belem.com.br
Depois do susto, o jornalista Lúcio Flávio Pinto tenta se adaptar aos cuidados que precisa ter daqui pra frente (Foto: Reprodução/ Youtube)
   
Você sabia que em dezembro existe um movimento chamado de “Dezembro Laranja”? Pois é. O Dezembro Laranja é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia para promover a conscientização sobre o diagnóstico precoce de câncer de pele, utilizando-se de peças publicitárias para TV, internet, iluminação de prédios públicos, entre outras.
 
Segundo o médico Walter Loureiro, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a campanha de combate ao câncer de pele acontece desde 1999 em todo o Brasil, sempre no primeiro sábado do mês de dezembro e disponibiliza postos de atendimento para a população.
 
"Neste ano teremos dois postos de atendimento: um na Uepa (Universidade do Estado do Pará), no campus de Ciências da Saúde, e o outro no Hospital Barros Barreto, no Serviço de Dermatologia da UFPA (Universidade Federal do Pará). É um atendimento gratuito, que não necessita de encaminhamento. Nesses dois locais os pacientes serão examinados e, se houver alguma suspeita de câncer, eles serão encaminhados para biópsia ou cirurgia no próprio serviço", informou.
 
Loureiro diz que para diagnosticar uma possível lesão é utilizada a regra do ABCDE. Cada letra indica um item a ser observado e serve de alerta. "O A é assimetria, ou seja, uma pinta diferente de um lado em relação ao outro. O B é de bordas. Observamos se o limite dela é bem desenhado ou se é esparramado, como se fosse um ovo frito. O C é de cor. Quanto menos cor tiver, se for uniforme e bem clarinha, é melhor. Cores diferentes na mesma pinta, ou pinta preta ou azulada, já exige atenção. E o D é diâmetro. Pintas menores que 6 milímetros têm menos chances de ser câncer de pele, maior que isso já precisa observar. O E é de evolução. Observamos se é uma pinta que era bem redonda e ficou assimétrica, se as cores estão mudando, se a borda começou a ficar meio borrada, se era plana e ficou alta. Se ela sangrou do nada ou se a pessoa tem uma ferida que não cicatriza nunca, são sinais de que ela precisa ir ao dermatologista avaliar a lesão", alertou, acrescentando que "outro sinal que precisa ser observado é chamado de Patinho Feio. É assim: você tem várias pintas iguais e de repente surge uma diferente de todas as outras".
 
O câncer de pele é o que mais acomete homens e mulheres. A cada quatro casos novos de câncer diagnosticados, um é de pele. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que sejam mais ou menos 180 mil casos novos por ano no Brasil.
 
Aqui no Pará temos uma média de 1,8 mil casos não melanomas e por volta de 200 casos melanomas (é o câncer de pele mais letal).
 
Precaução
 
Loureiro alerta ainda que o câncer de pele "é uma doença muito presente em nossa região e ela toma uma importância muito grande por conta da exposição solar, já que temos uma incidência muito grande aqui e daí a necessidade de se fazer a fotoproteção", adverte.
 
Diagnóstico

Receber o diagnóstico de câncer de pele é algo tão terrível que "logo a gente pensa que está passando por um castigo divino ou se pergunta o que fez para merecer isso", revela o jornalista paraense Lúcio Flavio Pinto, diagnosticado com câncer de pele no rosto, mas que graças a uma cirurgia e aplicações de laser, conseguiu obter a cura.
 
"Você tem um impacto ao saber do diagnóstico. Aos 70 anos entrei para o grupo dos cancerígenos. Senti que a perspectiva de vida foi encurtada. Depois da cirurgia, veio a tensão da espera pelo resultado da biópsia, que durou vinte dias", relata.
 
Lúcio se considera um negligente com a saúde e por isso não atentou para os sinais da doença. "Eu sou branco, sempre gostei de fazer caminhadas pelas ruas, não só em Belém, como no Rio de Janeiro e Santarém, onde morei. Nunca tomei nenhum tipo de cuidado. Surgiu então uma ferida entre meu nariz e olhos. Foi quando uma pessoa me chamou atenção para cuidar daquela ferida. Fui observar com calma e disse pra mim mesmo... é câncer", lembra.
 
Lúcio teve o diagnóstico confirmado por dois médicos e se submeteu ao tratamento proposto. Depois do susto, ele tenta se adaptar aos cuidados que precisa ter daqui pra frente. "Tenho que usar o protetor solar e às vezes esqueço. Preciso me adaptar a esses cuidados específicos porque vivemos no 'reino do sol', ficamos expostos. Agora caminhar pelas ruas de Belém é uma temeridade não só pela questão do sol como pela segurança também. Mas eu fiz questão de tornar esse fato público, de anunciar a todos", o que revela a real necessidade de termos esses cuidados bem presentes em nossa rotina diária.
 
Cuidados
 
O uso de protetor solar é primordial na prevenção do câncer de pele, mas é necessário ainda cuidados extras, como uso de chapéu, boné, óculos, sombrinhas, roupas com tratamento ultravioleta e evitar a exposição exagerada ao sol no horário de 10 às 16 horas.
 
Serviço:
Campanha de Prevenção ao Câncer de Pele
Data: 7 de dezembro, sábado
Horário: das 9h às 15h
Local: Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) e Serviço de Dermatologia da Uepa, na travessa Perebebuí
Podem participar adultos, a partir dos 18 anos, munidos de carteira de identidade, que apresentem sinais suspeitos na pele.
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