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18/12/2019 às 21h25min - Atualizada em 18/12/2019 às 21h25min

Servidores lamentam aprovação da Reforma da Previdência Estadual

Projeto foi aprovado em segundo turno na sessão ordinária do parlamento estadual desta quarta-feira (18)

Andreza Gomes
Jornalista do belem.com.br
Servidores foram impedidos de entrar na Assembleia Legislativa e aguardaram pela votação do lado de fora do prédio (Foto: acervo pessoal)
  
A pedagoga Rose Rocha trabalha na Escola Estadual Rômulo Maiorana. Ela chegou cedo para participar da sessão ordinária na Assembleia Legislativa do Pará, na manhã desta quarta-feira (18), e foi surpreendida pela recepção no local, o Batalhão de Choque da Polícia Militar, que estava impedindo a entrada de qualquer servidor público.

 "Não me sinto representada por eles. Todos nós, profissionais do Estado, vamos perder com esta reforma. Estamos todos unidos, não só os servidores da Educação, mas todas as categorias de sindicatos. Precisamos sair da nossa condição de aceitar tudo”, afirmou, sobre a Reforma da Previdência Estadual, aprovada em primeiro turno na sessão desta terça-feira (17).

Ela disse, ainda, que trabalha na educação para que as crianças saibam sobre os seus direitos. “Educo pessoas para que no futuro saibam lutar sobre seus direitos. Hoje, para ir para a Alepa, conversei com as crianças e me senti muito apoiada pelos pais dos meus alunos. Não houve um que questionasse a ausência da aula. Isto é sinal de que todos possuem os mesmos propósitos por uma vida de respeito”, ponderou.

Debates – A deputada Marinor Brito, do PSOL, afirmou que, nesta quarta-feira, os servidores públicos do Estado participariam do “velório” do sistema previdenciário. “É inadmissível ser proibido o acesso dos servidores públicos a esta Casa, que fecha as portas para o povo e que deveria ser do povo. Esta reforma do governo Helder é bem pior do que a reforma da previdência do governo Bolsonaro”, criticou.

Durante toda a manhã e a tarde, houve debates entre oposição e defesa da reforma, que, ao fim, acabou por ser aprovada.

O deputado Eliel Faustino, do DEM, criticou a forma como o projeto foi aprovado. “Durante todo o dia, não veio ninguém do Igreprev trazer os números do Estado. Queríamos que um especialista do direito previdenciário viesse aqui na Alepa para tirar dúvidas”, frisou.
  

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