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23/12/2019 às 19h00min - Atualizada em 23/12/2019 às 19h00min

STJ quer ouvir família de Marielle sobre federalização do caso

Pela decisão, a Advocacia-Geral da União e a procuradoria do Rio de Janeiro também poderão apresentar parecer sobre o caso

Agência Brasil
Com edição do belem.com.br
A vereadora Marielle Franco foi morta em março de 2018 e até agora não se chegou aos mandates do crime (Foto: Arquivo/Guilherme Cunha/Alerj)

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Laurita Vaz pediu, nesta segunda-feira (23), que familiares da vereadora Marielle Franco se manifestem sobre o pedido de federalização da investigação aberta no Rio de Janeiro para apurar supostas irregularidades na investigação do assassinato da parlamentar e do motorista Anderson Gomes.

Em setembro, a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge pediu ao STJ que as investigações fossem retiradas do âmbito da Justiça estadual e passassem a ser conduzidas pela Justiça Federal. A ministra Laurita é a relatora do processo, que ainda não tem data para ser julgado.

Após o pedido de Dodge, os pais da vereadora assassinada se manifestaram contra a federalização, solicitada após a procuradora analisar a tentativa de obstrução das investigações.

Além da federalização e a abertura de um novo inquérito, Dodge apresentou denúncia no STJ contra o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) Domingos Brazão, o delegado da Polícia Federal Hélio Kristian e mais quatro pessoas. Segundo a procuradoria, todos tentaram atrapalhar as investigações.

Pela decisão da ministra, a Advocacia-Geral da União e procuradoria do Rio de Janeiro também poderão apresentar parecer sobre o caso. O prazo é de 10 dias.

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