Amostraí retorna ao Casarão do Boneco com teatro acessível e diversidade cênica

Por Belem.com.br-
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Amostraí retorna ao Casarão do Boneco com teatro acessível e diversidade cênica
Foto: Divulgação/ Casarão do Boneco

O Casarão do Boneco, tradicional espaço dedicado às artes cênicas em Belém, abre as portas neste sábado (12), às 17h30, para a primeira edição de 2025 do projeto “Amostraí”. A mostra convida o público a mergulhar em um universo plural de linguagens cênicas, com espetáculos teatrais, contação de histórias e performances de artistas locais. Criado em 2016, o projeto mantém o compromisso com a acessibilidade cultural ao adotar o formato de ingresso “pague quanto puder”, o que permite que pessoas de diferentes realidades econômicas participem da programação.

Ao longo dos seus nove anos de existência, a Amostraí já realizou mais de 50 edições e apresentou 55 espetáculos de teatro, que incluem circo, palhaçaria e teatro de animação, além de 84 contações de histórias. A mostra também abriu espaço para dança, performances, exposições, vídeos, vivências e lançamentos de livros, consolidando o Casarão do Boneco como um polo criativo e democrático das artes cênicas em Belém.

A edição de estreia de 2025 trará ao palco o trabalho do Coletivo de Animadores de Caixa com quatro obras distintas: “O Grande Circo em Miniatura”, uma viagem pelo universo circense por meio de três caixas animadas; “Colapso”, um espetáculo que apresenta um viajante do tempo revelando o mundo 3718 dias após um colapso; “Urbano”, que discute de forma crítica a venda fictícia de um terreno na Baía do Guajará; e “Nussoken”, que mergulha na cultura da cidade de Arcoverde, em Pernambuco.

O palhaço Tchulinho também se apresenta com o espetáculo “Amortalhado”, que mistura histórias ribeirinhas, encantarias e memórias familiares em um solo poético e cômico baseado em relatos dos pais do artista, Edson Elias. Já o espetáculo “O Menino das Ruas de São Brás”, que marca a estreia do coletivo Pacará — formado pelas artistas Glenda Beatriz, Laís Rupf e Jéssica Castro, da Escola de Teatro e Dança da UFPA —, traz à cena a trajetória de um menino em situação de exclusão racial e social, enfrentando as muitas formas do medo nas ruas da capital paraense.

Entre uma apresentação e outra, o público também poderá participar dos momentos lúdico-pedagógicos do “Entremeio Divertido”, com Maridete Daibes e Cincinato Marques, que buscam aproximar ainda mais crianças e famílias das artes cênicas. “Nosso propósito é que o Casarão do Boneco seja esse espaço de convivência afetiva e criativa, onde a arte seja acessível e plural, um ponto de encontro para todas as idades”, afirma a equipe do espaço.

Com uma proposta que valoriza a cultura local e fomenta o acesso democrático à arte, a Amostraí promete mais uma edição cheia de encantamento, crítica e imaginação, em pleno coração do bairro de Batista Campos.

Com informações de O Liberal.


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