Exames confirmam que ave morta no Museu Goeldi não teve gripe aviária

Parque Zoobotânico retoma visitação nesta quarta (18) após diagnóstico de broncopneumonia em mutum-cavalo

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Exames confirmam que ave morta no Museu Goeldi não teve gripe aviária
Museu Emilio Goeldi, no Pará - Foto: Cristiano Mariz/VEJA

O Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, reabre ao público nesta quarta-feira (18), após a confirmação de que a morte de uma de suas aves não foi provocada pelo vírus da gripe aviária. O laudo técnico, divulgado nesta segunda-feira (16) pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), aponta que o mutum-cavalo (Pauxi tuberosa) morreu por broncopneumonia aguda.

A ave era uma das mais antigas do viveiro do parque, com aproximadamente 30 anos de idade, e vivia em um recinto com outras espécies amazônicas. Após a morte repentina, medidas preventivas foram adotadas, e exames laboratoriais foram realizados em todas as aves do mesmo ambiente. Nenhum indício da presença do vírus H5N1, causador da gripe aviária, foi identificado.

Reabertura com segurança
Com o descarte da gripe aviária, o espaço volta a funcionar normalmente de quarta a domingo, das 9h às 16h, com a bilheteria aberta até às 15h. Ainda assim, a instituição manterá ações de controle sanitário, como a suspensão do recebimento de novos animais, conforme previsto no decreto estadual que declarou emergência zoossanitária em todo o Pará.

Espécie símbolo da fauna amazônica
A ave que morreu era um exemplar do mutum-cavalo, espécie nativa da Amazônia e conhecida por seu porte imponente, podendo atingir até 89 cm e pesar quase 4 kg. Frugívora e terrestre, a ave é considerada de “menor preocupação” na lista oficial de espécies ameaçadas, mas sua presença em cativeiro exige cuidados rigorosos, especialmente diante de surtos zoonóticos como o da gripe aviária.

Alerta nacional para o vírus H5N1
Desde 2023, o Brasil monitora casos de gripe aviária em aves silvestres, principalmente no litoral. O primeiro registro em plantel comercial aconteceu apenas em 2025, no município de Montenegro (RS), e provocou impacto direto nas exportações do setor avícola.

Apesar de não haver casos registrados entre humanos no Brasil até o momento, a vigilância é constante devido ao alto poder de contágio do vírus entre aves. O risco aumenta em ambientes fechados e com aglomeração de animais, como os zoológicos, o que levou o Museu Goeldi a agir com cautela desde o primeiro sinal de anormalidade.

O parque reforçou que continuará seguindo protocolos de biossegurança para proteger os cerca de 80 animais que integram o viveiro de aves amazônicas. Além disso, o público será mantido informado sobre qualquer atualização por meio dos canais oficiais do Museu.

Com informações do G1 Pará.


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