Fundo da Amazônia Oriental impulsiona ações sustentáveis no Pará
Comitê Gestor apresenta resultados de 2025 e planeja novas iniciativas para conservação e desenvolvimento no estado.
Foto: Izabela Nascimento/SEMAS
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O Comitê Gestor do Fundo da Amazônia Oriental (FAO) realizou sua 9ª reunião ordinária nesta segunda-feira (30), apresentando os resultados alcançados no primeiro semestre de 2025 e traçando novas estratégias para o desenvolvimento sustentável no Pará. Entre os destaques estão a atualização do Plano Estadual Amazônia Agora, o georreferenciamento de territórios quilombolas e o apoio a associações locais.
Comitê Gestor apresenta resultados de 2025 e planeja novas iniciativas para conservação e desenvolvimento no estado e secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) sediou, nesta segunda-feira (30), a 9ª reunião ordinária do Comitê Gestor do Fundo da Amazônia Oriental (CGFAO), espaço responsável por definir a aplicação de recursos destinados a projetos socioambientais no Pará. O encontro reuniu representantes do governo estadual e da sociedade civil, reforçando o modelo participativo de governança do fundo.
Na ocasião, foram apresentados os avanços alcançados até o primeiro semestre de 2025, além de iniciativas em execução e projeções para os próximos meses. O secretário da Semas e vice-presidente do Comitê Gestor, Raul Protazio Romão, destacou o papel estratégico do fundo na promoção de uma economia de baixo carbono no estado.
Entre as conquistas recentes estão a atualização do Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), a formulação da Estratégia Estadual de Sementes e o georreferenciamento de três territórios quilombolas. Além disso, o FAO viabilizou a implementação do Programa Territórios Sustentáveis no Marajó, o apoio a 15 associações quilombolas e a aquisição de um data center modular para gestão ambiental.
Outras ações incluem a recuperação de áreas degradadas, a mobilização de órgãos governamentais em 13 projetos e o fomento à pecuária sustentável por meio de vouchers para pequenos produtores. Atualmente, o fundo trabalha na elaboração de uma proposta de comando e controle para captar recursos adicionais junto a bancos e financiadores.
Entre as próximas metas estão a criação de três novas Unidades de Conservação, a implantação de um Escritório de Projetos do FAO e novas chamadas públicas para iniciativas comunitárias. O Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) também será ampliado, com um projeto piloto no bloco de áreas protegidas da Terra do Meio.
“Estamos fortalecendo instrumentos que valorizam o papel dos povos tradicionais na conservação da floresta. O PSA, o apoio à pecuária sustentável e o sistema jurisdicional de REDD+ são caminhos integrados para uma transição justa”, afirmou Raul Protazio.
Criado em 2019 por decreto estadual, o FAO é um fundo privado com governança pública, gerido pelo Funbio (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade). Seu modelo permite agilidade e transparência na execução de projetos alinhados ao Plano Estadual Amazônia Agora, iniciativa do Governo do Pará para combater o desmatamento e promover o desenvolvimento sustentável.
Com informações de Agência Pará.