Belém foi palco de uma importante iniciativa de educação ambiental com a realização da oficina "Mural do Clima" na Universidade Federal do Pará (UFPA). O evento, gratuito e aberto ao público, utilizou uma metodologia francesa inovadora para debater e conscientizar sobre as mudanças climáticas na Amazônia. Baseada nos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a oficina propõe uma dinâmica interativa com cartas ilustradas, onde os participantes constroem de forma colaborativa um mapa mental sobre as causas e consequências do aquecimento global.
Em um momento em que os olhos do mundo se voltam para a Amazônia e a urgência das pautas ambientais, Belém se torna o epicentro de uma importante iniciativa de educação climática. A Universidade Federal do Pará (UFPA) abriu suas portas para receber o "Mural do Clima", uma oficina internacional que promete não apenas informar, mas engajar a população na luta contra as mudanças climáticas. O evento, que aconteceu nesta quinta-feira (3), no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), é uma prova de que a ciência pode e deve ser acessível a todos.
A metodologia, criada na França em 2018, já correu mais de 50 países e agora aterrissa em solo paraense, trazendo na bagagem uma forma inovadora de popularizar dados científicos. Baseado nos extensos e complexos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o "Mural do Clima" utiliza um jogo de 42 cartas ilustradas para, de forma colaborativa e lúdica, desvendar as causas e consequências do aquecimento global. Os participantes, mediados por facilitadores, constroem juntos um mapa mental que conecta os pontos entre as ações humanas e as transformações no planeta.
A gratuidade e o acesso livre ao público em geral, um dos pontos altos da iniciativa, reforçam o caráter democrático do evento. A professora Marilena Loureiro, coordenadora do Grupo de Estudos em Educação, Cultura e Meio Ambiente (GEAM) e uma das organizadoras da oficina, destaca que a parceria entre a universidade e a sociedade é fundamental. "A realização do workshop Mural do Clima (...) significa a construção de uma ação colaborativa entre a ciência e a sociedade para a melhor compreensão da crise climática e de suas consequências para todos", afirma.
O GEAM, com seus 27 anos de trajetória, é uma referência em educação ambiental na região amazônica e vê na parceria com a metodologia francesa um passo importante para a internacionalização das discussões sobre o clima no Norte do Brasil. A escolha da Amazônia como território estratégico para a aplicação do "Mural do Clima" não é por acaso. A região, vital para o equilíbrio climático global, ganha protagonismo na articulação de ações que buscam um futuro mais sustentável e consciente. A oficina no NAEA é mais do que um evento, é um chamado à ação, um convite para que cada cidadão se torne um multiplicador de conhecimento e um agente de mudança.
Com informações do DOL.