Brics cobra países ricos por US$ 1,3 tri até COP30
Declaração conjunta exige que nações desenvolvidas assumam responsabilidades no financiamento climático global, com foco em justiça e equidade
“Expressamos séria preocupação com as lacunas de ambição e implementação nos esforços de mitigação dos países desenvolvidos no período anterior a 2020." (Tomaz Silva / Agência Brasil)
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Na reta final rumo à COP30, os países do Brics lançaram um forte apelo global: é hora de os países mais ricos assumirem suas responsabilidades históricas no combate à crise climática. Durante a Cúpula de Líderes, realizada no Rio de Janeiro, o grupo publicou uma declaração exigindo que ao menos US$ 1,3 trilhão sejam mobilizados até novembro — valor considerado mínimo para ações eficazes de mitigação e adaptação em países em desenvolvimento.
Com esse posicionamento, o Brics fortalece sua atuação como voz coletiva dos países em desenvolvimento, e escolhe Belém como símbolo de resistência e transformação para a próxima década.
O grupo de países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e novos membros como Egito e Etiópia) divulgou nesta segunda-feira (7) uma declaração conjunta exigindo que os países desenvolvidos contribuam com ao menos US$ 1,3 trilhão em financiamento climático até a COP30, que será realizada em novembro em Belém, no Pará.
A proposta integra o chamado "Mapa do Caminho de Baku a Belém", lançado como resultado da Cúpula de Líderes do Brics no Rio de Janeiro. Segundo o documento, as nações mais ricas ainda não cumpriram suas metas anteriores e agora precisam assumir um papel mais ativo e proporcional na luta contra a crise climática.
“Há capital global suficiente, mas ele está distribuído de forma desigual”, afirmam os líderes. O texto pede que o financiamento não seja baseado em empréstimos ou exigências onerosas, e sim em doações, recursos concessionais e investimentos mistos que não aprofundem o endividamento dos países em desenvolvimento.
O Brics também defende o multilateralismo, destacando a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e o Acordo de Paris como os principais instrumentos de cooperação internacional.
Outro ponto importante da declaração é o apoio à criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), previsto para ser lançado na COP30, como mecanismo de financiamento sustentável de longo prazo para a Amazônia e outras regiões tropicais.
O grupo criticou ainda medidas ambientais unilaterais e protecionistas, como os impostos de carbono nas fronteiras (CBAMs) e exigências que dificultam exportações de países do Sul Global.
Com informações do O Liberal.