Em junho, a cesta básica em Belém registrou sua primeira queda do ano, recuando 2,39% e fechando o mês em R$ 709,04, segundo dados divulgados pelo Dieese/PA. Apesar da baixa, o valor ainda compromete mais da metade do salário mínimo vigente e exige mais de 102 horas de trabalho para ser adquirido por um trabalhador formal.
Pela primeira vez em 2025, o custo da cesta básica em Belém apresentou queda. Segundo levantamento do Dieese/PA, o valor dos alimentos caiu 2,39% em junho, fechando o mês a R$ 709,04, contra os R$ 726,38 registrados em maio. A redução, no entanto, ainda não é suficiente para aliviar o impacto da alta acumulada de 6,49% no semestre, mais que o dobro da inflação nacional estimada para o mesmo período (2,80%).
O estudo revela que sete dos 12 itens da cesta tiveram retração, com destaque para o arroz (−9,55%), tomate (−5,45%) e açúcar (−3,15%). Por outro lado, produtos como o leite (+0,48%), feijão (+0,18%) e pão (+0,12%) continuam subindo, mesmo que timidamente.
Mesmo com a leve melhora, o custo da alimentação representa cerca de 50,5% do salário mínimo atual (R$ 1.518,00), exigindo mais de 102 horas de trabalho por mês de um trabalhador formal para cobrir apenas esse gasto essencial.
Na comparação com outras capitais, Belém teve a 12ª cesta mais cara entre as 17 analisadas e ficou com a 6ª maior alta no semestre. O valor é preocupante principalmente para famílias com crianças, já que, segundo o Dieese, seriam necessários R$ 2.127,12 mensais apenas para alimentar uma família de quatro pessoas.
O produto com maior reajuste em 12 meses foi o café (+83,24%), seguido pelo óleo de soja (+20,43%) e carne bovina (+12,03%). Na ponta oposta, arroz (−24,54%), feijão (−17,46%) e açúcar (−12,08%) lideraram as quedas.
Com informações do O Liberal.