Comunidades bloqueiam obra da Av. Liberdade em Belém

Moradores denunciam danos ambientais e falta de compensações prometidas em área protegida que será cortada por via expressa às vésperas da COP 30

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Projeto da Avenida Liberdade tem construção autorizada pelo Governo do Pará. — Foto: Reprodução

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Comunidades tradicionais que vivem na Área de Proteção Ambiental Metropolitana de Belém estão mobilizadas contra a construção da Avenida Liberdade, uma obra de 13,3 km que cortará a região até Marituba. Desde quarta-feira (9), moradores bloqueiam um trecho da obra em protesto pelo descumprimento de compensações ambientais prometidas pelo governo do Pará.

Às vésperas da COP 30, comunidades tradicionais protestam contra a construção da Avenida Liberdade, via expressa de 13,3 km que corta a Área de Proteção Ambiental (APA) Metropolitana de Belém. O bloqueio teve início na última quarta-feira (9) e é liderado por moradores de comunidades extrativistas afetadas diretamente pela obra, que denunciam danos ambientais, falta de diálogo e descumprimento de promessas feitas pelo governo do estado.

O protesto acontece em um trecho de cerca de 3 km e impede o avanço das máquinas na região. As comunidades envolvidas — Nossa Senhora dos Navegantes, Beira Rio e Uriboquinha — reúnem cerca de 300 famílias, que cobram acesso ao igarapé Santo Antônio, melhorias nas vias afetadas pela obra, e a construção de uma unidade básica de saúde e uma quadra poliesportiva.

A Avenida Liberdade está prevista para ser entregue em outubro de 2025, com o objetivo de ligar a Alça Viária à Perimetral de Marituba. Mas o projeto cruza áreas sensíveis, incluindo os rios Aurá, Murutucu e Pau Grande, além de passar próximo a um sítio arqueológico.

A ausência de compensações ambientais prometidas no Estudo de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) intensifica os conflitos, especialmente diante da proximidade da COP 30, evento internacional que colocará os holofotes sobre Belém.

Uma reunião entre moradores e representantes do governo estadual está prevista para esta sexta-feira (11).

Com informações do G1 Pará.