Pacientes denunciam colapso no PSM da 14 de Março

Falta de insumos, superlotação e demora no atendimento tornam cenário crítico no principal pronto-socorro de Belém, segundo usuários e movimentos sociais

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Pacientes denunciam colapso no PSM da 14 de Março
Pacientes denunciam superlotação no PSM da 14 de Março (Foto: Ivan Duarte/O Liberal)
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A situação no Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti, conhecido como PSM da 14, em Belém, tem gerado indignação entre pacientes, servidores e entidades de saúde. Denúncias apontam superlotação, demora no atendimento, escassez de insumos básicos como luvas e gazes, além de condições estruturais precárias.

Pacientes, servidores e representantes do movimento de saúde de Belém denunciaram, nesta terça-feira (15), a grave situação vivida diariamente no Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da 14, no bairro do Umarizal. Relatos de superlotação, falta de insumos, estruturas deterioradas e demora excessiva no atendimento compõem o cenário de um hospital que, segundo os denunciantes, opera no limite do colapso.

Além da falta de materiais, a unidade sofre com estruturas desgastadas, como poltronas rasgadas e leitos improvisados.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informou que o hospital é uma unidade de portas abertas, o que gera alta demanda, e que tem adotado medidas para regularizar o abastecimento de insumos, incluindo a reativação de contratos suspensos e negociação de dívidas herdadas.

O Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) realizou uma vistoria no local em abril deste ano e apontou graves problemas estruturais e assistenciais, como presença de mofo, camas enferrujadas, falta de insumos e interdição da agência transfusional. O CRM classificou como inaceitável a situação de um hospital com média de 11 mil atendimentos por mês e cerca de 80 óbitos mensais.

Diante do quadro, o Conselho recomendou o fechamento temporário do PSM da 14 para reformas urgentes e a transferência dos atendimentos para outra unidade com condições adequadas. O relatório foi enviado ao Ministério Público, à Defensoria Pública, à Sesma e a entidades de classe.

Com informações do O Liberal.


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