Golpista se passa por juiz e aplica golpe de R$ 1 milhão

Suspeita usava perfis falsos para extorquir colegas de trabalho; fraude emocional durou cinco anos e gerou forte abalo psicológico nas vítimas

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Golpista se passa por juiz e aplica golpe de R$ 1 milhão
Policiais foram ao apartamento da suspeita de estelionato para cumprir mandados em Belém — Foto: Polícia Civil/Reprodução
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Cristina Araujo Lisboa, presa na última terça-feira em um condomínio de luxo em Belém, é acusada de aplicar um golpe milionário ao se passar por um falso juiz federal em redes sociais. Estagiária da Justiça Federal, ela criou um perfil fictício e convenceu uma colega de trabalho a manter um relacionamento virtual por cinco anos, utilizando uma falsa história de doença para justificar pedidos de dinheiro. A vítima, acreditando na veracidade do romance, chegou a transferir cerca de R$ 1 milhão.

Uma mulher identificada como Cristina Araujo Lisboa está sendo investigada por aplicar um sofisticado golpe emocional e financeiro contra colegas de trabalho, utilizando perfis falsos e histórias fictícias para extorquir dinheiro. A suspeita foi presa na última terça-feira (15) em um condomínio de luxo no bairro Batista Campos, área nobre de Belém, após ser denunciada por estelionato.

Segundo informações do Boletim de Ocorrência, Cristina se infiltrou como estagiária na Justiça Federal e, durante o expediente, ganhou a confiança de colegas. Com uma das vítimas, criou um relacionamento virtual através de um perfil falso onde se passava por um suposto “juiz federal” com câncer, que precisava de dinheiro para tratamento.

Ao longo de cinco anos, a vítima chegou a transferir cerca de R$ 1 milhão, acreditando estar ajudando o parceiro doente. As quantias — em torno de R$ 5 mil mensais — eram enviadas diretamente para as contas da própria Cristina, sob o pretexto de custear cirurgias, remédios e alimentação especial.

O golpe foi descoberto em novembro de 2023, quando um ex-genro da estelionatária encontrou conversas comprometedoras em um dos celulares da mulher. A denúncia levou à abertura de inquérito pela Polícia Civil, que classificou o caso como fraude eletrônica e estelionato continuado.

Cristina também é acusada de usar a mesma tática para enganar outra vítima, desta vez uma amiga idosa, simulando um relacionamento amoroso com um suposto servidor da Justiça. O prejuízo nesse segundo caso foi de R$ 70 mil, parte em transferências feitas em euros.

A polícia investiga se há outras vítimas e não descarta a possibilidade de envolvimento de cúmplices no esquema. A prisão foi realizada mediante mandado de busca e apreensão, cumprido pela equipe da Polícia Civil, que recolheu celulares, documentos e equipamentos eletrônicos da suspeita.

A fraude deixou graves impactos emocionais nas vítimas, que além das perdas financeiras, enfrentam traumas psicológicos causados pela manipulação prolongada. O caso serve de alerta sobre os riscos de relacionamentos virtuais e golpes de confiança.

Com informações do G1 Pará.


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