MST cobra Lula por avanços urgentes na reforma agrária

Movimento critica lentidão do governo na redistribuição de terras e reforça que soberania nacional exige soberania alimentar com apoio à agricultura familiar

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MST cobra Lula por avanços urgentes na reforma agrária
Movimento contabiliza mais de 122 mil famílias estão organizadas em 1.250 acampamentos em todo o país - Francisco Proner/MST
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Durante a Semana Camponesa, o MST divulgou uma carta cobrando urgência do presidente Lula na condução da reforma agrária. O movimento reforça que não há soberania nacional sem soberania alimentar, e que isso depende da valorização da agricultura familiar camponesa. Com mais de 400 mil famílias assentadas à espera de políticas públicas e infraestrutura, o MST pressiona o governo a retomar programas de aquisição de alimentos, financiamento e apoio técnico no campo.

O movimento lembra ainda que esteve ao lado de Lula na eleição de 2022 e agora cobra o compromisso assumido nas urnas: garantir terra, dignidade e comida no prato para o povo brasileiro.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) voltou a cobrar nesta segunda-feira (21) ações concretas do governo Lula para destravar a reforma agrária no Brasil. Em uma carta pública direcionada à sociedade e ao presidente, o movimento alerta que não é possível falar em soberania nacional sem soberania alimentar e que essa só será possível com a valorização da agricultura familiar camponesa.

O documento foi divulgado durante a Semana Camponesa, mobilização nacional do MST em referência ao Dia do Trabalhador e da Trabalhadora Rural, celebrado em 25 de julho. Na carta, o MST faz menção ao recente discurso de Lula sobre soberania frente às tarifas dos EUA, para mostrar que os desafios internos também exigem coragem e compromisso.

Soberania nacional só é possível com soberania alimentar. E ela se constrói com a agricultura familiar camponesa e com a reforma agrária”, afirma o texto.

Segundo o movimento, passados mais de três anos de mandato, a reforma agrária segue paralisada, e milhares de famílias continuam em acampamentos ou em assentamentos sem acesso a políticas públicas essenciais. “Lula, cadê a reforma agrária?”, pergunta o MST de forma direta na carta.

Entre as demandas, estão retomada de políticas de aquisição de alimentos, financiamento para produção e investimentos em infraestrutura nos assentamentos. O documento destaca que cerca de 400 mil famílias assentadas seguem à espera de apoio concreto para viabilizar a produção de alimentos e garantir o desenvolvimento local.

Apesar das críticas, o MST reforça o apoio à eleição de Lula em 2022 e lembra que a vitória foi fruto da mobilização das forças populares, mulheres, juventudes, povos originários e a classe trabalhadora. “Confiamos no compromisso histórico de Lula, mas exigimos medidas imediatas”, reforça a carta.

A campanha intitulada “Para o Brasil Alimentar, Reforma Agrária Popular!” quer reativar o debate público sobre o tema e mobilizar a sociedade a cobrar do governo mais agilidade e prioridade no campo. “Não há soberania sem comida no prato. E não há comida sem terra para plantar”, conclui o texto.

Com informações do O Liberal.


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