Saúde em Belém recebe R$ 53 milhões antes da COP 30
Ministério da Saúde anuncia série de obras, equipamentos e mutirões na capital paraense, com foco no legado da Conferência do Clima
João Risi/MS
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Com foco no fortalecimento da saúde pública em Belém antes da COP 30, o Ministério da Saúde anunciou um pacote de investimentos que totaliza R$ 53 milhões. O objetivo é deixar um legado duradouro para a cidade após o evento climático da ONU, com ações que incluem construção de oito Unidades Básicas de Saúde (UBS), mutirões especializados, reformas estruturais e contratação de agentes comunitários. O Hospital Beneficente Portuguesa será uma das unidades ampliadas, com R$ 35,5 milhões para novos equipamentos.
Belém vai receber R$ 53 milhões em investimentos na área da saúde como parte do plano de fortalecimento da rede pública antes da realização da COP 30, prevista para novembro deste ano. O anúncio foi feito nesta terça-feira (30) pelo Ministério da Saúde, que pretende garantir que os impactos da conferência internacional deixem um legado permanente para a população da capital paraense.
A iniciativa contempla a construção de oito novas Unidades Básicas de Saúde (UBS), reformas estruturais e custeio de equipes, além de ações voltadas à atenção especializada e à ampliação de leitos hospitalares. Durante a visita à cidade, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que os recursos não estão sendo direcionados apenas para atender à demanda da COP 30, mas sim para estruturar um sistema de saúde mais eficiente e duradouro para Belém.
O cronograma de ações inclui investimentos diretos em unidades como a UBS Jurunas, que já recebeu R$ 2 milhões para melhorias no atendimento à população. Em outra frente, o governo federal lançou no Hospital Beneficente Portuguesa do Pará o mutirão "Agora Tem Especialistas", que vai realizar consultas, exames e cirurgias em áreas como cardiologia, ginecologia, urologia e oftalmologia. O hospital será contemplado com R$ 35,5 milhões para a compra de equipamentos e ampliação de leitos, o que deve ajudar a desafogar as unidades de pronto atendimento da região.
Outro ponto relevante da estratégia é a contratação de 554 novos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) em Belém, que irão atuar no monitoramento das famílias, visitas domiciliares e ações educativas. O investimento total nessa frente pode chegar a R$ 23,4 milhões até 2027, segundo projeções do ministério.
Desde 2023, o Pará já recebeu R$ 4,7 bilhões em repasses do Ministério da Saúde, sendo R$ 1,6 bilhão destinados exclusivamente à capital. Esses recursos têm sido aplicados em diferentes áreas da saúde pública, incluindo atenção primária, assistência farmacêutica, vigilância sanitária, média e alta complexidade.
Durante a COP 30, marcada para acontecer entre 10 e 21 de novembro de 2025, o Brasil apresentará o Plano de Ação em Saúde de Belém, que pretende se tornar referência global em estratégias de enfrentamento aos impactos das mudanças climáticas sobre a saúde. A proposta inclui desde alertas precoces para eventos extremos até planos de adaptação local e a expansão da presença do Sistema Único de Saúde (SUS) na Amazônia Legal.
Belém também será beneficiada por ações do Novo PAC, com 126 obras de saúde em andamento no Pará e 239 empreendimentos em diferentes estágios, incluindo CAPS, UBS Indígenas, maternidades, CERs, oficinas ortopédicas e policlínicas. A cidade ainda vai receber 86 veículos, entre ambulâncias do SAMU e Unidades Odontológicas Móveis, somando R$ 460 milhões em investimentos gerais pelo programa.
Com informações do DOL.