Homem invade casa de shows com carro em Belém

Após ser expulso por assédio e agressão a uma mulher, servidor comissionado da Polícia Civil retorna ao local e joga seu veículo contra a entrada da festa, na Cidade Velha. Ele foi preso e afastado do cargo

Por
2 Min

Foto: reprodução/BDP-TV Liberal

Uma noite que deveria ser de festa e celebração no bairro da Cidade Velha, em Belém, terminou em pânico, destruição e com a prisão de um servidor da Polícia Civil. Na madrugada do último domingo (3), o homem, cuja identidade não foi oficialmente revelada, usou o próprio carro para invadir uma conhecida casa de shows da capital paraense, momentos após ter sido expulso do local.

Conforme relatos de testemunhas e atualizações das autoridades na manhã desta segunda-feira (4), a confusão teve início dentro do estabelecimento. O agressor teria assediado e agredido uma mulher após ser rejeitado por ela. A atitude violenta gerou uma reação imediata de outros frequentadores e da equipe de segurança, que o retirou do evento.

A história, porém, não terminou ali. Em um ato de fúria e completo descontrole, o homem retornou ao local, mas desta vez ao volante do seu carro. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento exato em que ele acelera o veículo contra a entrada da casa de shows, destruindo parte da fachada e causando pânico generalizado entre as pessoas que ainda estavam no local. Por sorte, e pela rápida reação dos presentes, ninguém ficou gravemente ferido, embora algumas pessoas tenham precisado de atendimento por conta da confusão e do susto.

A Polícia Militar foi acionada e conseguiu prender o motorista em flagrante. Ele foi encaminhado para a Divisão de Crimes Funcionais (DCF) da própria Polícia Civil, que agora investiga o caso. Em nota, a corporação informou que o servidor foi autuado por dano qualificado e que um procedimento administrativo disciplinar foi instaurado. Como primeira medida, ele foi afastado de suas funções.

O episódio acende um alerta sobre a violência e a sensação de impunidade, especialmente quando o agressor é um agente do Estado, que deveria zelar pela segurança da população. O caso segue em investigação para apurar todas as circunstâncias e motivações do crime que transformou uma festa em cena de terror no coração histórico de Belém.

Com informações de Bom Dia Pará/TV Liberal.