Canetas Olire e Lirux chegam ao Brasil com proposta nacional

Medicamentos fabricados no país oferecem alternativa aos remédios importados para controle da obesidade e diabetes tipo 2

Por
2 Min

Reprodução/Shutterstock

RESUMO Sem tempo? Leia o resumo gerado por nossa IA

As novas canetas injetáveis Olire e Lirux chegaram às farmácias do Brasil nesta segunda-feira (4) e já estão sendo apelidadas de “Ozempic brasileiro”. Fabricadas pela farmacêutica EMS, as duas são opções desenvolvidas no país com base na liraglutida, substância que atua imitando o hormônio GLP-1, responsável por diminuir o apetite e ajudar no controle da glicose.

A partir desta semana, os brasileiros já podem encontrar nas farmácias duas novas opções de canetas injetáveis para controle de peso e diabetes tipo 2. Desenvolvidas pela farmacêutica nacional EMS, os medicamentos Olire e Lirux começaram a ser vendidos na segunda-feira (4) e vêm sendo chamados de forma popular de “Ozempic brasileiro”.

Apesar da semelhança no formato das canetas, os produtos possuem diferenças relevantes em relação a outros já conhecidos, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, tanto no princípio ativo quanto na forma de aplicação.

A principal distinção está na substância utilizada: Olire e Lirux contêm liraglutida, um análogo ao hormônio GLP-1, que ajuda a controlar o apetite e a glicemia. Já o Ozempic e o Wegovy utilizam a semaglutida, enquanto o Mounjaro é feito à base de tirzepatida, que atua simultaneamente em dois hormônios: GLP-1 e GIP.

Outro ponto importante é a frequência de uso. As novas canetas brasileiras exigem aplicação diária, ao contrário das opções importadas, que são de uso semanal. O Olire tem dose máxima de 3 mg por dia, e o Lirux, até 1,8 mg diários, com apresentações variadas para atender diferentes durações de tratamento.

Indicações também variam entre os medicamentos. O Olire é voltado ao tratamento da obesidade e sobrepeso, especialmente quando há comorbidades associadas como hipertensão ou diabetes tipo 2. Já o Lirux é indicado para controle glicêmico em diabéticos tipo 2, inclusive em crianças acima de 10 anos.

Especialistas destacam que a chegada dessas versões produzidas no país pode facilitar o acesso ao tratamento, reduzir custos e ampliar a oferta terapêutica. Ainda assim, reforçam que qualquer uso deve ser feito com acompanhamento médico, já que os efeitos e a eficácia podem variar de acordo com o perfil de cada paciente.

Com informações do O Liberal.