Debate sobre PSM expõe temor por falta de atendimento

Audiência no MPF reúne profissionais e entidades de saúde para discutir impacto da reforma do principal pronto-socorro de Belém, que deve fechar por dois anos

Por
2 Min

Debate sobre PSM expõe temor por falta de atendimento
PSM Mário Pinotti, na tv. 14 de Março, em Belém. — Foto: Agência Belém
RESUMO Sem tempo? Leia o resumo gerado por nossa IA
Clique aqui para Ler o Resumo

A reforma completa do Hospital Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti (PSM), principal unidade de urgência e emergência de Belém, foi o tema central de uma audiência pública promovida pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta quarta-feira (13). A prefeitura anunciou que o prédio ficará fechado por cerca de dois anos para obras, com o atendimento sendo transferido para a rede privada.

Profissionais e entidades da saúde afirmam que não são contra a modernização, mas alertam que o fechamento total pode comprometer o acesso de mais de 12 mil pacientes por mês. Representantes da enfermagem, medicina, odontologia, nutrição, farmácia, psicologia e serviço social participaram do encontro e relataram dificuldades como falta de insumos e condições precárias na estrutura atual.

Uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (13) no Ministério Público Federal (MPF) colocou frente a frente representantes da Prefeitura de Belém, profissionais da saúde e entidades de classe para discutir o futuro do Hospital Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti (PSM). O encontro foi motivado pelo anúncio de que a unidade será fechada completamente por cerca de dois anos para uma reforma estrutural.

A proposta da prefeitura é transferir todo o atendimento para a rede privada durante o período das obras. A medida, no entanto, gera preocupação entre trabalhadores e entidades, que calculam que mais de 12 mil pacientes por mês podem ter o acesso prejudicado.

Segundo representantes das categorias de enfermagem, medicina, odontologia, nutrição, farmácia, psicologia e serviço social, não há objeção à melhoria da estrutura, mas o fechamento total da unidade é visto como um risco para a população. Entre as críticas, estão a falta de insumos básicos e a precariedade das condições atuais de trabalho, que, segundo relatos, incluem banheiros sem fechadura improvisados com papelão.

A presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Pará, Antônia Trindade, alertou que uma eventual privatização do atendimento pode comprometer a humanização e as condições de trabalho. Já a presidente do Conselho Regional de Medicina do Pará, Teresa Cristina, destacou que os profissionais atuam como “heróis” diante da falta de recursos mínimos.

O secretário municipal de Saúde, Rômulo Azevedo, reconheceu os problemas históricos da rede, mas defendeu que a transferência integral do atendimento é a forma mais rápida de concluir a obra e melhorar o ambiente para usuários e servidores. Segundo ele, oito unidades estão passando por requalificação simultânea, e a do PSM é “urgente” para garantir o que a cidade “merece”.

O MPF informou que todas as reivindicações serão encaminhadas ao Ministério da Saúde. A discussão seguirá nos próximos meses, enquanto a prefeitura define o plano de atendimento temporário.

Com informações do G1 Pará.


Tags »
Notícias Relacionadas »