Pato literário vira sensação na 28ª Feira Pan-Amazônica do Livro

Objeto que viralizou em eventos internacionais conquista público na feira que deve movimentar R$ 12 milhões

Por Portal Belém -Antonia Ribeiro
3 Min

Pato literário vira sensação na 28ª Feira Pan-Amazônica do Livro
Foto: Divulgação/ DOL
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A28ª Feira Pan-Amazônica do Livro ganhou um elemento inusitado este ano: o "pato literário", acessório que se tornou febre internacional em eventos culturais. Visitantes de todas as idades adotaram o patinho como símbolo de pertencimento, seguindo uma trend que viralizou nas redes sociais e já apareceu em eventos como CCXP.

O fenomeno cultural acontece paralelamente ao principal objetivo da feira: conectar leitores com os 90 mil títulos disponíveis nos 189 estandes, incluindo obras de 70 editoras paraenses. Com programação gratuita até sexta-feira (22), o evento no Hangar oferece desde lançamentos literários até homenagens a personalidades como Wanda Monteiro e Mestre Damasceno

Em meio a variedade de livros e atividades que a 28ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes proporciona, uma novidade tem chamado atenção dos leitores este ano, o “pato literário”, adquirido e utilizado por muitos dos visitantes, o patinho é uma tendência que se tornou “febre” em eventos literários internacionais.

O objeto surgiu em eventos internacionais e ganhou destaque nas redes sociais, principalmente no TikTok, se tornando uma tendência. O patinho já esteve presente em outros eventos como a CCXP e Campus Party.

Apesar de não se saber ao certo o significado do patinho, muitos dos leitores atribuem a ele o sentimento de pertencimento, e o tornaram uma lembrancinha do evento. O fato é que o item tem feito sucesso entre as crianças, jovens e adultos, que não deixaram de seguir essa trend, colocando os patinhos na cabeça, roupa ou bolsa, sem correr o risco de ficar de fora.

Para quem se interessa, a história por trás do pato

O "Pato Literário" originou-se como um meme viral no BookTok, baseado no contraste cômico de um pato de pelúcia segurando uma faca de brinquedo, tornando-se um mascote da comunidade de leitores online que representa o humor non-sense da Geração Z. Em eventos físicos como a Bienal do Livro e a Feira Pan-Amazônica, o pato materializa essa piada da internet. Carregá-lo funciona como um código que sinaliza pertencimento a essa comunidade online, transformando o meme em uma experiência compartilhada e tangível.

Seu forte apelo visual o torna "instagramável", gerando um ciclo de marketing viral: visitantes postam fotos com o pato, o que incentiva outros a comprarem o seu para participar da tendência, extrapolando assim a bolha das pessoas que seguem influencers literários e se espalhando por todos que curtem fotos e tendências virais online (as famosas trends). Para as feiras de livro, o fenômeno é uma ponte crucial para atrair o público jovem, tornando o ambiente mais divertido e conectado à cultura pop. O sucesso do pato em diferentes cidades demonstra como as tendências da internet hoje quebram barreiras geográficas, unindo leitores de todo o país.

A Feira movimenta a economia 

A expectativa é que a 28ª edição da feira movimente aproximadamente R$12 milhões. O evento reúne 189 estandes de livros, com 32 editoras, 40 livrarias e 48 distribuidoras- sendo 70 delas paraenses. Ao todo possui um acervo de 90 mil títulos. 

A feira vai até sexta-feira (22), com entrada gratuita, funcionando de 9h às 22h, no Hangar Centro de Convenções. A programação inclui lançamento de livros, oficinas de escrita, debates com autores, exposições de arte, entre outras atividades com foco na valorização e preservação da cultura amazônica. Entre os homenageados deste ano estão a escritora Wanda Monteiro e o Mestre Damasceno.

Por Portal Belém.


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