Oposição assume comando da CPI do INSS e impõe derrota ao governo

Senador Carlos Viana é eleito presidente por 17 a 14 e escolhe relator ligado ao bolsonarismo para investigar desvios de até R$ 6,3 bilhões

Por
2 Min

Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). — Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

RESUMO Sem tempo? Leia o resumo gerado por nossa IA

A disputa pelo comando da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS terminou em derrota para o governo federal e para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Em votação realizada nesta quarta-feira (20), o senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito presidente por 17 votos a 14, superando o candidato governista Omar Aziz (PSD-AM).

A escolha do relator também fortaleceu a oposição: Alfredo Gaspar (União-AL), deputado ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi confirmado para a função logo após a eleição. Segundo Viana, a decisão foi tomada com base na experiência do parlamentar na elaboração de relatórios complexos.

A expectativa é que o plano de trabalho da comissão seja apresentado nos próximos dias. Parlamentares da oposição não descartam a possibilidade de ampliar o escopo das investigações para incluir fraudes envolvendo empréstimos consignados.

A oposição no Congresso conquistou nesta quarta-feira (20) o comando da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, impondo uma derrota ao governo e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Por 17 votos a 14, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) superou o nome apoiado pelo Palácio do Planalto, Omar Aziz (PSD-AM), e assumiu a presidência da comissão que investigará fraudes em benefícios previdenciários que podem ultrapassar R$ 6,3 bilhões.

Logo após a vitória, Viana descartou a indicação de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a relatoria e confirmou o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) – parlamentar próximo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – para o posto.

Segundo Viana, a escolha se baseou na “experiência técnica” de Gaspar, que já relatou propostas de impacto político, incluindo a suspensão de parte da ação penal contra Alexandre Ramagem (PL-RJ) por suposta tentativa de golpe de Estado.

A CPI mista, instalada oficialmente nesta quarta, terá 32 titulares (16 deputados e 16 senadores) e prazo inicial de seis meses, com possibilidade de prorrogação. O colegiado vai se debruçar sobre denúncias da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontam esquemas de descontos mensais não autorizados em aposentadorias, realizados por associações e entidades sem capacidade operacional real.

A oposição acredita que as investigações podem atingir setores ligados ao governo e causar desgaste político ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Um dos alvos potenciais seria o Sindnapi, entidade ligada a familiares do petista.

Viana afirmou que a prioridade é “garantir transparência, punir os culpados e criar mecanismos para evitar que aposentados e pensionistas voltem a ser vítimas de fraudes”.

FONTE: G1