Refeições com açaí no Ver-o-Peso geram R$ 12 mil por dia
No Dia Nacional do Açaí, prato típico com peixe frito mostra força da economia criativa no mercado mais famoso de Belém
Reprodução/Pará Web News
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No Dia Nacional do Açaí, o fruto amazônico reafirma sua importância econômica e cultural para Belém. No Ver-o-Peso, refeições que combinam o açaí com peixe frito movimentam até R$ 12 mil por dia, gerando renda para centenas de famílias e atraindo turistas de todo o mundo.
Segundo a Prefeitura de Belém, mais de 90 permissionários trabalham com açaí no mercado, chegando a vender de 20 a 100 litros por dia. Os pratos custam em média R$ 25 a R$ 30. Para permissionários experientes, a procura cresce até 70% na safra e atinge o auge durante o Círio de Nazaré, quando é preciso dobrar a equipe para atender a clientela.
Com o Pará responsável por 90,1% da produção nacional e a proximidade da COP 30, a expectativa é que o consumo continue em alta, consolidando o açaí como símbolo cultural e motor econômico do estado.
O açaí com peixe frito, prato mais tradicional do Ver-o-Peso, movimenta diariamente a economia e a cultura de Belém. Em algumas bancas, o faturamento chega a R$ 12 mil por dia, consolidando o fruto amazônico como um dos principais motores da economia local.
Segundo a Prefeitura de Belém, mais de 90 permissionários comercializam o açaí dentro do mercado. Muitos chegam a atender 300 a 400 clientes por dia, principalmente em períodos de grande fluxo turístico e religioso, como o Círio de Nazaré.
Os preços variam entre R$ 25 e R$ 30 por refeição, que inclui uma porção de peixe frito e tigela de açaí. Além da versão clássica, é possível encontrar combinações com charque e carne bovina, mantendo a tradição da culinária paraense.
Em média, cada banca comercializa entre 20 e 100 litros de açaí por dia. Permissionários afirmam que, na safra, o movimento cresce até 70%. A chegada da COP 30 também é vista como oportunidade para ampliar ainda mais o consumo.
A movimentação do fruto no Ver-o-Peso reflete a força do Pará na produção: o estado é responsável por 90,1% do açaí nacional, com mais de 1,7 milhão de toneladas por ano, segundo a Sedap.
Além do açaí, o Ver-o-Peso como um todo movimenta cerca de R$ 1 milhão diariamente e garante sustento para aproximadamente 5 mil trabalhadores, entre diretos e indiretos, de acordo com a Secretaria Municipal de Economia (Secon).
Para permissionários, como Ulisses Silva, que atua desde os 12 anos no mercado, o açaí é muito mais do que um alimento: é símbolo cultural e motor econômico. Já Maria Clara, filha de outro comerciante, ressalta que no Círio o reforço de equipe é indispensável: bancas que funcionam com 5 a 8 pessoas chegam a contratar até 15 funcionários em outubro para dar conta da demanda.