Tarifas dos EUA reduzem exportação de madeira do Pará
Exportações para o mercado norte-americano caíram 18,5% em agosto, mas setor madeireiro paraense aposta na Europa e Ásia para diversificar destinos e reduzir impactos
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As exportações de madeira do Pará enfrentam uma das maiores retrações dos últimos anos. Segundo a Aimex, as vendas para os Estados Unidos, principal destino da produção paraense, caíram 18,5% em agosto. No acumulado de janeiro a julho, a queda é de 11,57% em relação ao mesmo período de 2024. As tarifas impostas pelo mercado norte-americano têm pressionado o setor e provocado uma reestruturação das estratégias comerciais.
As exportações de madeira do Pará sofreram retração de 18,5% em agosto devido às tarifas impostas pelos Estados Unidos, principal destino dos produtos florestais paraenses. O impacto, que já havia sido sentido no acumulado de janeiro a julho — com queda de 11,57% frente a 2024 —, acende o alerta para a diversificação de mercados internacionais.
Segundo a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará (Aimex), os EUA concentram cerca de 40% do destino da produção, mas a indústria não pretende encerrar o fornecimento para o país. A entidade vem fortalecendo estratégias de aproximação com países da Europa e Ásia, incluindo reuniões com embaixadas e participação em eventos internacionais, como um congresso em Macau.
O presidente da Aimex, Deryck Martins, destacou que, mesmo com o mercado norte-americano essencial, a diversificação é urgente. Ele afirmou que o setor está investindo em novos produtos e marketing internacional para reduzir os impactos das tarifas.
Apesar das iniciativas, o cenário de retração deve se prolongar em 2025. De acordo com a Aimex, o impacto atual de 11% pode aumentar até o fim do ano, pressionado também pela concorrência internacional de países com custos mais baixos. Ainda assim, Martins reforça que a madeira paraense possui qualidade única, o que pode abrir portas em outros continentes.
O setor madeireiro aposta que Europa e Ásia se tornem destinos estratégicos, ajudando a mitigar a dependência do mercado norte-americano e preservando empregos e renda gerados pela cadeia produtiva no Pará.