Belém (PA) – Do coração da Amazônia para o Brasil, o grupo Nosso Tom vem escrevendo sua história no samba há mais de duas décadas. Criado em 1999, em Belém do Pará, o quarteto se consolidou como referência na região Norte e, agora, celebra a maturidade de uma carreira marcada por romantismo, originalidade e conquistas dentro e fora de seu estado natal.
No ritmo do cavaco, pandeiro e tantã, o grupo formado por Júlio Cezar (vocalista e líder), Maurinho (pandeiro), Jed Brown (bateria) e Marquinho (tantã) mostra uma nova cara para o pagode brasileiro. Nos palcos, as apresentações incendiadas pelo carisma de Júlio Cezar são embaladas por letras que falam de amor, paixão e cotidiano, conquistando um público fiel e diversificado.
Com seis discos lançados entre álbuns de estúdio e ao vivo, o Nosso Tom carrega no currículo parcerias com grandes nomes da música, como Leandro Lehart, Ademir Fogaça, Pedrinho Sem Braço, Luiz Pardal, Gilson, Jordan e Sandra de Sá. Entre os momentos marcantes da trajetória, está a gravação do DVD Uma História de Amor, que reuniu cerca de dez mil pessoas no Metrópole City Hall, em Belém.
O alcance do grupo não se restringe à Amazônia. A canção Pra Valer chegou ao primeiro lugar no interior paulista e figurou entre as quinze mais tocadas em São Paulo, segundo a pesquisa da Crowley Broadcast Analysis do Brasil, da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD). O hit conquistou espaço em rádios de renome, como Transcontinental-FM, Band-FM, FM O Dia, Nativa-FM e Gazeta, além de somar mais de 200 mil plays em plataformas digitais.
A trajetória de sucesso rendeu ao grupo o título de Honra ao Mérito à Cultura de Belém, reforçando o papel do Nosso Tom como representante da música paraense no cenário nacional. E o trabalho não para: com parcerias que incluem nomes como Nilson Chaves, Délcio Luiz, Sampa Crew, Juliana Sinimbú, Vitinho e Chrigor, o quarteto segue ampliando horizontes e levando o “samba da Amazônia” para novos públicos.
“Mais do que música, queremos transmitir emoção e identidade. O samba é parte da nossa história, da nossa cidade e da nossa vida. É isso que levamos em cada canção”, resume Júlio Cezar.
Entre shows lotados, números expressivos em streaming e milhares de ouvintes espalhados pelo país, o Nosso Tom reafirma seu lugar no cenário musical como um grupo que traduz romance, personalidade e a força da Amazônia em ritmo de samba.
Entrevista Com Júlio Cézar, vocalista do Nosso Tom
Portal Belém: Qual a fase atual da banda? Júlio Cézar: Acho que é um dos momentos mais bonitos da nossa carreira porque, além da nossa sequência de shows, a gente incorporou os nossos próprios produtos. Então, além de ser um momento muito produtivo, a gente tem gravado muita coisa, o que sempre foi uma característica nossa. A gente tem hoje os nossos próprios eventos e isso nos fortalece muito porque é a nossa marca em evidência. E nós decidimos entregar esses eventos para o público que nos ouve. Então, é um momento muito especial, são 25 anos de carreira e eu te falo que talvez este seja um dos momentos mais bacanas que a gente tem vivido.
Portal Belém: Tem alguma música nova? Júlio Cézar: A gente tem uma canção que está tocando no rádio, que não é nova, que nós gravamos nas ruas de Belém, que é a música “Conquista”, eternizada na voz de Wanderley Andrade, um dos grandes cantores que a gente tem aqui na região Amazônica. E a gente queria gravar algo, com a nossa sonoridade, algo que não fosse do samba, que a gente colocasse a nossa forma de tocar. Nós gravamos essa música na Brás de Aguiar, foi aberto ao público, comemorativo também ao aniversário de 25 anos do Nosso Tom, e a resposta tem sido incrível. A música está disponível nas plataformas digitais, tocando nas principais rádios daqui e também está em clipe no nosso canal no Youtube.
Portal Belém: Fale um pouco da música “Orgulho Mestiço” que marcou a banda? Júlio Cézar: A música “Orgulho Mestiço” surgiu de uma poesia do meu pai, que é o professor Júlio Patrício, e teve a genialidade musical do Juninho do Cavaco, que é um ex-integrante do grupo e um dos fundadores do Nosso Tom, que musicou e colocou alguns detalhes também na letra. É uma música de frases muito fortes, ela toca na questão do racismo, da dor do negro que o branco não sentiu, fala da mistura tão vista aqui na nossa região, do orgulho e da dificuldade de ser nortista. Eu acho que é uma música que parece ter sido feita hoje mas ela na verdade tem quase 20 anos. E ela chega nesse processo de COP 30 muito madura e ainda falando da gente.
Portal Belém: A Banda tem projetos futuros? Júlio Cézar: A gente tá cheio de projetos futuros, segue comemorando os 25 anos que a gente tem feito pelas ruas de Belém, o último foi na Praça do Carmo com mais de 20 mil pessoas presentes, um evento gigantesco. O primeiro show dessa comemoração foi na Braz de Aguiar com uma multidão também. E o último vai ser em dezembro, a nossa última comemoração dos 25 anos do Nosso Tom pelas ruas de Belém. Esse que é um projeto muito especial, que é fruto da Lei Semear, e pra mim tem uma importância muito grande de incentivo à cultura, e a gente devolve isso à população, agradecendo também a Equatorial que nos ajudou a executar esse projeto grandioso, que é o “Nosso Tom pelas Ruas de Belém.”
SERVIÇO
>>> Ouça Nosso Tom: A discografia do grupo, incluindo os sucessos "Pra Valer", "Conquista" e "Orgulho Mestiço", está disponível nas principais plataformas de streaming de áudio.
>>> Assista: Clipes e gravações ao vivo podem ser encontrados no canal oficial do grupo no YouTube.
>>> Próximos shows: A agenda de comemoração dos 25 anos, com apresentações pelas ruas de Belém, pode ser acompanhada nas redes sociais oficiais da banda. (clique no texto em laranja, é um hiperlink para redirecioná-lo a página indicada)