Projeto leva oficinas de arte e cidadania a Marapanim e Algodoal

Iniciativa Ciranda das Artes promove educação ambiental e cultural com apoio da Lei Rouanet e parceria das prefeituras locais

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O projeto Ciranda das Artes está levando cultura e consciência ambiental para comunidades escolares de Marapanim e Algodoal, no nordeste do Pará. Realizado pela Associação Namazônia, o projeto conta com apoio da Lei Rouanet e das prefeituras locais.

As oficinas ensinam desde Confecção de Instrumentos Percussivos com materiais recicláveis até técnicas de aquarela, fotografia e dança regional, incentivando a criatividade e o respeito ao meio ambiente.
Segundo os organizadores, o objetivo é despertar nos alunos a percepção de que a arte pode transformar a realidade local e reforçar a importância da educação sustentável.

No primeiro semestre, mais de 130 alunos da rede pública e dez grupos de carimbó foram beneficiados em Marapanim. Neste segundo semestre, o projeto chega a Algodoal, com oficinas voltadas a fotografia, desenho e flauta artesanal, ampliando o alcance e o impacto cultural na região.

A Namazônia, organização responsável pela execução, atua há mais de 20 anos promovendo arte, cidadania e sustentabilidade em comunidades amazônicas.

A arte e a cidadania estão ganhando novos espaços no nordeste paraense. O projeto Ciranda das Artes, executado pela Associação Namazônia, tem ampliado o acesso à educação cultural e ambiental em Marapanim e na ilha de Algodoal, por meio de oficinas que transformam materiais recicláveis em instrumentos, desenhos e expressões artísticas.

Com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet, o projeto oferece oficinas como Confecção de Instrumentos Percussivos, Aquarela, Fotografia, Danças Regionais e Biojoias, entre outras, promovendo aprendizado criativo e conscientização sobre o meio ambiente.

De acordo com Fatinha Silva, coordenadora da iniciativa, o foco é despertar nos alunos a percepção de que a arte pode nascer do que seria descartado. Ela explica que a coleta de materiais recicláveis é o ponto de partida das oficinas, “provocando o debate sobre sustentabilidade e cuidado com a natureza”.

O músico e artesão Flávio Gama, que conduz a oficina de percussão, destaca que a experiência tem sido “uma forma de transformar o que polui em som e aprendizado”. Já as professoras locais relatam o entusiasmo dos estudantes, que utilizam garrafas PET, tampas e sementes para criar maracas, milheiros e tambores artesanais.

Além da produção artística, o Ciranda das Artes também estimula o sentimento de pertencimento e valorização das tradições amazônicas. Em Marapanim, já foram beneficiados 134 alunos e dez grupos de carimbó, com mais de sete oficinas culturais realizadas apenas no primeiro semestre. Neste segundo semestre, novas turmas em Marudazinho, Porto Alegre e Guarajubal continuam sendo atendidas.

A partir desta semana, o projeto expande suas atividades para Algodoal, onde serão ofertadas cinco novas oficinas, entre elas Fotografia – Caixa Mágica, Aquarela, Desenho e Musicalização em Flauta Artesanal, somando cerca de 70 vagas.

Para Patrícia Ventura, coordenadora local, o objetivo é “fazer da arte uma ferramenta de aprendizado acessível a todos, estimulando criatividade dentro e fora da sala de aula”.

Com sede em Belém, a Namazônia atua há mais de duas décadas em projetos voltados à educação, cultura e meio ambiente, com ações que valorizam os saberes tradicionais e incentivam o desenvolvimento sustentável.

O Ciranda das Artes é um exemplo de como a cultura pode transformar comunidades, ao unir arte, reciclagem e cidadania em uma mesma iniciativa.