Iphan abre consulta para reconhecer tacacazeiras como patrimônio
Consulta pública recebe contribuições até 19 de novembro para decidir se o ofício das tacacazeiras será reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil
Divulgação/Pai d'Égua Culinária Paraense
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O Iphan abriu uma consulta pública nacional para avaliar o registro do ofício das tacacazeiras como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O prazo para participação vai até 19 de novembro de 2025, e qualquer pessoa pode contribuir enviando relatos, opiniões ou sugestões sobre essa tradição amazônica.
O processo busca reconhecer oficialmente o saber tradicional do preparo e venda do tacacá, bebida típica do Norte feita com tucupi, jambu e camarão, e transmitida de geração em geração. As contribuições serão analisadas pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que decidirá sobre a inclusão no Livro dos Saberes, onde estão bens como o carimbó e o ofício das baianas de acarajé.
O reconhecimento é resultado de um trabalho iniciado em 2010, com pesquisas do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) e, mais recentemente, de um dossiê técnico desenvolvido em 2024 pela Ufopa, que reforça o valor cultural, social e econômico dessas trabalhadoras na Amazônia.
As manifestações podem ser enviadas por e-mail, correspondência ou pelo Protocolo Digital do Iphan — clique aqui para acessar.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) abriu uma consulta pública nacional para ouvir a população sobre o reconhecimento do ofício das tacacazeiras como Patrimônio Cultural do Brasil. A iniciativa, lançada nesta semana, convida qualquer pessoa a participar até o dia 19 de novembro, enviando relatos, opiniões e informações que ajudem a valorizar essa tradição amazônica.
A proposta busca registrar oficialmente o saber das mulheres que preparam e vendem o tacacá, uma das iguarias mais emblemáticas do Norte do país. A bebida quente feita com tucupi, jambu e camarão é símbolo de identidade paraense e resultado de um modo de fazer transmitido por gerações.
As contribuições podem ser enviadas de três formas:
- Por e-mail: conselho.consultivo@iphan.gov.br
- Por correspondência: Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural (SEPS 702/902, Centro Empresarial Brasília 50, Torre Iphan, 5º andar, Brasília-DF, CEP 70390-135)
- Pelo Protocolo Digital do Iphan – clique no hiperlink ao lado: Protocolar documentos junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN
Todas as manifestações serão analisadas pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, responsável por decidir sobre a inclusão do ofício no Livro dos Saberes, onde estão registrados os bens imateriais reconhecidos oficialmente no país.
O processo de reconhecimento não é recente: o pedido inicial foi feito em 2010 pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), como parte de um projeto voltado às tradições da mandioca no Pará. O saber das tacacazeiras já havia sido identificado no Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) em 2006, mas só em 2024 ganhou novo impulso com a elaboração de um dossiê técnico em parceria com a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).
Esse documento analisa a relevância histórica, social e simbólica do ofício e reforça a importância de preservar o papel das tacacazeiras na cultura alimentar amazônica. O resultado final da consulta servirá como base para a decisão do conselho, prevista para 2026.
Com o reconhecimento, o ofício das tacacazeiras poderá integrar o conjunto de bens imateriais brasileiros, ao lado de expressões como o samba de roda, o frevo e o carimbó, já reconhecido como patrimônio em 2014.