Aeroporto de Belém une obras e recepção sensorial
De novo hangar executivo a túnel imersivo da Natura, Val-de-Cans se prepara para imersão amazônica de visitantes e delegações
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A poucas semanas do início da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), o Aeroporto Internacional de Belém (Val-de-Cans) opera em ritmo acelerado para ser a primeira grande vitrine da Amazônia para o mundo. O que espera as delegações e visitantes, contudo, vai além da necessária infraestrutura física: a porta de entrada da capital paraense está sendo preparada para ser uma antessala da bioeconomia e um convite imediato à reflexão sobre a crise climática.
Enquanto a Polícia Federal detalhava, neste sábado (25), o plano de segurança integrado que será implementado no terminal para o evento – prevendo um número recorde de delegações e um esquema especial de diplomacia e logística –, as estruturas físicas do aeroporto também recebem os últimos retoques.
A infraestrutura, um ponto focal de preocupação, recebeu melhorias significativas. Na última quinta-feira (23), foi inaugurado um novo hangar executivo, uma iniciativa da Global Jet que visa reforçar o suporte ao turismo de negócios e à aviação privada durante a conferência. Este se soma aos investimentos que, segundo fontes do governo, ultrapassam os R$ 450 milhões, e que incluíram a restauração de pavimentos de pistas de pouso, taxiways e do pátio de aeronaves, além da modernização dos sistemas de iluminação noturna.
Os ajustes são essenciais para comportar o fluxo esperado: dados recentes apontam um aumento de 90% nos voos internacionais programados para Belém no período, conectando o Pará a novos destinos e aumentando frequências para cidades como Lisboa, Miami e Fort Lauderdale.
Contudo, a transformação mais simbólica do aeroporto não está no asfalto, mas na experiência de quem chega. A Natura, marca brasileira cuja identidade se consolidou globalmente através da bioeconomia amazônica, instalou uma ativação imersiva de alto impacto no desembarque.
A empresa, eleita a mais sustentável do mundo pela Kantar, aposta em um túnel sensorial 3D para envolver os passageiros. A instalação, lançada no final desta semana e desenvolvida pela agência Africa Creative, não é apenas visual; ela é perfumada com a nova fragrância Ekos Ryos Floresta, um lançamento que celebra os 25 anos de atuação da marca na Amazônia.
O objetivo, segundo a companhia, é evidenciar o poder da inovação amazônica como resposta à crise climática, tornando o ideal de "Regeneração" algo tangível.
“Queremos que o potencial de atender a emergência climática seja ‘sentido’ e que a Regeneração se torne palpável, engajando todos para a ação prática. A COP, no coração da floresta amazônica, é uma oportunidade única para mostrarmos isso não apenas a decisores e especialistas, mas a consumidores e cidadãos”, explica Agenor Leão, vice-presidente de negócios da Natura.
Para uma empresa que se tornou, aos olhos de muitos no Brasil e no exterior, um símbolo da floresta em pé, a iniciativa é estratégica. Ela ancora a discussão da COP30 não apenas em política, mas em economia e inovação. A ativação faz parte da meta da Natura de se tornar um negócio totalmente regenerativo até 2050, promovendo impacto positivo simultâneo nas esferas financeira, humana, natural e social.
Essa comunicação foi estruturada ao longo do ano, incluindo o projeto 'Descomplicando a Regeneração', focado em engajar o público jovem em plataformas como TikTok e Instagram. A presença da Natura também foi constante em debates sobre a transição verde, como no recente lançamento do Parque da Bioeconomia, uma parceria com o governo do Pará.
Serviço: O Aeroporto na COP30
Evento: A COP 30 ocorre de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém (PA).
Segurança: A Polícia Federal implementará um plano de ação focado em diplomacia, logística e proteção de autoridades no Aeroporto de Val-de-Cans.
Infraestrutura: O terminal recebeu investimentos para melhoria de pistas, iluminação e um novo hangar executivo.
Fluxo: Aumento de 90% nos voos internacionais previstos para o período.
Recepção: O desembarque internacional conta com um túnel sensorial da Natura focado no conceito de Regeneração.
Ao transformar seu principal portão de entrada, Belém sinaliza que a COP30 não será apenas um evento sediado na Amazônia, mas uma conferência sobre a Amazônia – um bioma que oferece não só desafios, mas soluções inovadoras, tangíveis e, agora, até mesmo perfumadas.