A Rua Ocidental do Mercado, no coração do comércio de Belém, ganhou um novo visual com a instalação de um tapete de crochê suspenso confeccionado por mais de 250 artesãs paraenses. A ação, promovida pelo Movimento Ver a Arte, cobre cerca de 70 metros de via e utiliza mais de mil peças de crochê produzidas ao longo de dois meses.
O projeto busca valorizar o trabalho artesanal feminino, além de transformar o espaço urbano com cores, texturas e significado social. As peças, feitas com fios 100% de algodão, têm ainda um papel sustentável, ajudando a amenizar o calor da região ao projetar sombra sobre o trajeto.
A instalação permanecerá até dezembro, quando receberá iluminação natalina dentro do projeto “Natal Iluminado”. Artesãs como Ângela Tavares e Crizolita Lima destacam o orgulho e o reconhecimento que a intervenção trouxe à categoria.
Inspirado em experiências internacionais, o Crochê a Céu Aberto marca um novo capítulo na cena artística e comunitária de Belém, mostrando que a arte feita à mão pode transformar a cidade e inspirar o olhar de quem passa.
Belém ganhou um novo cartão-postal artesanal. Um tapete de crochê suspenso, com mais de mil quadradinhos coloridos, passou a cobrir a Rua Ocidental do Mercado, entre a Rua 15 de Novembro e o Ver-o-Peso, em uma intervenção urbana que mistura arte, tradição e sustentabilidade.
A instalação, inaugurada nesta quarta-feira (12), foi criada pelo Movimento Ver a Arte, reunindo mais de 250 artesãs paraenses que, ao longo de dois meses, confeccionaram manualmente as peças que agora colorem cerca de 70 metros de rua.
O projeto tem como principal objetivo valorizar o trabalho feminino e artesanal no Pará. De acordo com Patrícia Resque, idealizadora do movimento, a ação resgata uma tradição transmitida de geração em geração. Segundo ela, o crochê “é um ofício que conecta mães e filhas e ajuda muitas mulheres a encontrarem sustento e propósito”.
Além de ser um símbolo de expressão artística coletiva, o tapete também cumpre uma função ambiental e urbana. Produzido com fios 100% de algodão, ele cria uma camada de sombra natural sobre a via, reduzindo o calor e tornando o ambiente mais agradável para pedestres e comerciantes.
O projeto, batizado de “Crochê a Céu Aberto”, deverá permanecer até dezembro, quando a estrutura ganhará iluminação especial de Natal, transformando a área em um dos pontos mais fotogênicos da cidade.
Para a artesã Ângela Tavares, de 66 anos, a instalação representa o reconhecimento de um trabalho muitas vezes invisibilizado. Ela destaca que o crochê é “uma arte que precisa ser valorizada e respeitada como expressão cultural do Pará”.
Já Crizolita Lima, que aprendeu a técnica ainda na infância, contou que o projeto trouxe novas amizades e orgulho coletivo: “Cada pedacinho costurado ali carrega uma história, uma cor e um sentimento diferente.”
A iniciativa é inspirada em projetos semelhantes realizados em Portugal, mas com identidade tipicamente paraense. Segundo Patrícia Resque, o grupo planeja levar o tapete de crochê suspenso a outros bairros e cidades do estado, expandindo o movimento que une arte, economia criativa e afeto.