Cultura amazônica guia ações da COP30 em Belém
Centro Cultural do Banco da Amazônia leva cinema, arte e inclusão a diferentes territórios durante a COP 30, destacando o protagonismo feminino
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A COP 30 em Belém tem mostrado que cultura e clima caminham lado a lado. Além das discussões sobre descarbonização, financiamento climático e bioeconomia, o evento tem se tornado um espaço de valorização das narrativas amazônicas, especialmente das mulheres que lideram ações culturais na região.
O Centro Cultural do Banco da Amazônia, inaugurado recentemente, marca presença com uma programação intensa voltada à apreciação artística e ao debate sobre sustentabilidade. Uma das principais ações é a primeira itinerância cultural do centro, que leva o filme “Pasárgada”, dirigido por Dira Paes, para dois espaços simbólicos da capital e da região insular. Segundo a gerente de Marketing e Comunicação do Banco, Ruth Lima, a proposta é ampliar o alcance das atividades e garantir que a arte chegue também às comunidades tradicionais.
Além do cinema, o Centro Cultural abriga três exposições que dialogam com temas centrais da COP: mudanças climáticas, modos de vida na floresta e direitos humanos. A mostra “Clima: o Novo Anormal” convida o público a refletir sobre o impacto da crise climática; “Habitar a Floresta” destaca a arquitetura amazônica em diálogo com povos tradicionais; e “Mandela – Ícone Mundial de Reconciliação” celebra a trajetória de um dos maiores líderes do século XX.
A cultura amazônica ocupa posição central na programação paralela da COP 30 em Belém. Para além das discussões sobre clima e bioeconomia, o encontro mundial tem sido também um espaço para destacar mulheres, narrativas periféricas e iniciativas culturais inclusivas. Entre essas ações está a programação especial do Centro Cultural do Banco da Amazônia, que desde sua inauguração, em outubro, integra arte e agenda climática de maneira contínua.
Segundo a Ministra da Cultura, a presença da cultura na Agenda de Ação da COP representa uma virada simbólica para o Brasil, e a atuação do Banco da Amazônia acompanha essa diretriz ao ampliar o acesso a atividades culturais em diferentes pontos da cidade. A primeira ação itinerante do centro cultural ocorre neste fim de semana e marca, segundo a gerente de Comunicação e Marketing do Banco, Ruth Lima, um novo ciclo para a instituição. Ela destacou que a iniciativa busca levar arte, debate ambiental e inclusão para territórios diversos da capital e da região insular.
Para estreia da itinerância, o Banco escolheu o longa “Pasárgada”, dirigido pela paraense Dira Paes. O filme, inspirado no poema “Vou-me embora pra Pasárgada”, de Manuel Bandeira, propõe um mergulho sensorial na relação entre corpo, floresta e pertencimento. As sessões serão exibidas gratuitamente em dois espaços simbólicos de Belém:
- 14 de novembro, às 15h: Cine Dira Paes, no Palacete Pinho, na Cidade Velha.
- 15 de novembro, às 19h: Centro Comunitário do Furo do Piriquitaquara, na Ilha do Combu.
Os ingressos são gratuitos, mas com vagas limitadas pelo Sympla. A exibição na Ilha do Combu, voltada às comunidades tradicionais, reforça — segundo Ruth — o compromisso de democratizar o acesso à arte em territórios periféricos, valorizando a diversidade cultural amazônica.
Além das exibições, o Centro Cultural mantém três exposições abertas ao público. A mostra “Clima: o Novo Anormal”, criada por Fernando Meirelles e Cláudio Ângelo, convida o visitante a experimentar narrativas sobre mudanças climáticas por meio de tecnologia, arte e ciência. A exposição é trilíngue, gratuita e segue até 2026, com apoio técnico de instituições brasileiras e francesas.
A segunda mostra, “Habitar a Floresta”, reúne projetos arquitetônicos que refletem modos de viver amazônicos, unindo saberes de povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas em uma perspectiva sensível sobre construção, território e futuro da floresta.
Fechando a programação, a exposição “Mandela – Ícone Mundial de Reconciliação” apresenta imagens e narrativas sobre a trajetória do líder sul-africano, com curadoria do Instituto Brasil África. A mostra segue até 30 de novembro.
A presença dessas ações no contexto da COP evidencia a articulação entre cultura, clima e diversidade amazônica, reforçando o papel de Belém como palco cultural durante o evento global.