Xi e Takaichi dialogam com Trump em meio a tensão internacional

Em ligações separadas, o líder chinês e a primeira-ministra japonesa conversaram com Donald Trump sobre Taiwan, segurança e cooperação estratégica

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Xi e Takaichi dialogam com Trump em meio a tensão internacional
REUTERS/Evelyn Hockstein
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Nesta segunda-feira, Xi Jinping e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, mantiveram ligações separadas com Donald Trump, em um contexto de intensificação das tensões entre China e Japão. Para Xi, o diálogo com os Estados Unidos deve priorizar a ampliação de cooperação e a redução de conflitos, especialmente em torno da reivindicação de Taiwan, que ele qualificou como essencial para a ordem mundial pós-guerra. Ele enfatizou que os acordos históricos devem ser defendidos em conjunto com Washington. Já Takaichi discutiu alianças estratégicas com Trump, incluindo a aliança EUA-Japão e a segurança regional, e agradeceu de forma simbólica por um presente — uma mensagem escrita à mão em um jornal que registrou sua visita recente ao Japão. A troca diplomática sinaliza uma reconfiguração dos cenários geopolíticos, com Pequim reafirmando sua postura sobre Taiwan e Tóquio reforçando sua parceria com Washington. Analistas apontam que esses diálogos destacam o peso contínuo de Trump na diplomacia, mesmo fora da presidência, e sugerem possíveis desdobramentos estratégicos na Ásia.

Em meio a crescentes tensões entre China e Japão sobre a questão de Taiwan, tanto Xi Jinping quanto a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi mantiveram conversas telefônicas nesta segunda-feira (24) com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, em momentos distintos, segundo fontes oficiais.

Na ligação com Xi, o líder chinês afirmou que Pequim e Washington devem ampliar a cooperação e reduzir divergências para gerar “mais benefícios para os povos e para o mundo”. Ele ressaltou também que o retorno de Taiwan à China é parte de uma ordem internacional pós-guerra que, segundo ele, precisa ser defendida de forma conjunta, inclusive com a preservação da “vitória da Segunda Guerra Mundial”.

Enquanto isso, Takaichi entrou em contato com Trump a pedido dele mesmo, segundo o Ministério das Relações Exteriores japonês. A conversa levou em conta a aliança entre EUA e Japão, a situação na Ucrânia e justamente as relações sino-americanas. Um momento simbólico ocorreu quando Takaichi agradeceu ao ex-presidente por um presente inusitado: uma mensagem escrita à mão em um jornal, que noticiava a visita dela ao Japão.

Esses diálogos refletem o momento delicado num tabuleiro geopolítico em que a segurança regional, as alianças estratégicas e a disputa sobre Taiwan estão no centro das atenções. Analistas avaliam que Trump, apesar de não estar mais na Casa Branca, segue tendo influência sobre aliados nos EUA e no exterior, e que essas conversas podem sinalizar tentativas de reconfiguração de parcerias.

A posição de Xi sugere que a China busca retomar canais de cooperação com os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que reafirma sua reivindicação sobre Taiwan como parte indivisível de seu território. Por outro lado, a diplomacia japonesa, representada por Takaichi, aposta em manter a aliança tradicional com Washington como contrapeso a Pequim.

Com relações cada vez mais tensas no Leste Asiático, as conversas desta segunda mostram que cada movimento diplomático tem peso estratégico — e que os discursos simbólicos, como o presente manuscrito de Trump, também carregam significado nas negociações internacionais.


FONTE: O Liberal
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