Protestos no Irã superam 500 mortos e elevam tensão global

Manifestações motivadas pela crise econômica entram na terceira semana, enquanto Teerã reage a declarações de apoio feitas por Donald Trump

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Protestos no Irã superam 500 mortos e elevam tensão global
CARLOS JASSO / AFP
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Os protestos que tomam as ruas do Irã desde 28 de dezembro de 2025 já deixaram mais de 500 mortos e aprofundaram uma das maiores crises internas do país nos últimos anos. As manifestações começaram em reação à inflação elevada e ao agravamento da situação econômica, mas rapidamente passaram a questionar a liderança política e religiosa que governa o país desde 1979.

Segundo dados da organização HRANA, centenas de manifestantes foram mortos durante a repressão, além de milhares de prisões. O governo iraniano não confirma os números e acusa potências estrangeiras de estimular a instabilidade. O bloqueio do acesso à internet tem dificultado a circulação de informações e imagens.

O conflito ganhou dimensão internacional após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em apoio aos manifestantes. Em resposta, autoridades iranianas ameaçaram atingir bases militares americanas e alvos ligados a Israel, elevando o nível de alerta na região.

Especialistas avaliam que, apesar da mobilização popular, a ausência de uma oposição organizada reduz as chances de queda imediata do governo. Ainda assim, o episódio tende a deixar marcas profundas na estrutura política do país e a ampliar o isolamento internacional de Teerã.

Os protestos no Irã, iniciados no fim de dezembro de 2025, já provocaram a morte de mais de 500 pessoas e colocaram o país no centro de uma nova escalada de tensão internacional. As manifestações, motivadas inicialmente pela alta da inflação e deterioração das condições econômicas, entraram na terceira semana sob forte repressão estatal.

Dados divulgados pela organização de direitos humanos HRANA apontam ao menos 490 manifestantes mortos e 48 integrantes das forças de segurança, além de mais de 10,6 mil pessoas presas. As autoridades iranianas não divulgaram números oficiais, enquanto o bloqueio da internet dificulta a verificação independente das informações.

O cenário ganhou dimensão geopolítica após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar apoio público aos manifestantes. Em resposta, líderes iranianos elevaram o tom. O presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que bases e navios dos EUA, além de alvos ligados a Israel, seriam considerados legítimos em caso de ataque ao país.

Enquanto isso, Washington avalia alternativas. Segundo informações da imprensa americana, assessores da Casa Branca discutem opções que vão de sanções ampliadas a medidas cibernéticas, além de apoio político aos movimentos de oposição.

No plano interno, o governo iraniano atribui a violência a grupos terroristas apoiados por potências estrangeiras. A TV estatal exibiu imagens de corpos em centros médicos de Teerã, enquanto familiares aguardavam identificação das vítimas. O presidente Masoud Pezeshkian declarou que o governo está disposto a ouvir demandas econômicas, mas pediu que a população evite protestos violentos.

Analistas avaliam que, embora a repressão possa conter as manifestações, o episódio fragiliza ainda mais o regime, já pressionado por conflitos regionais e sanções internacionais.


FONTE: DOL
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