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14/02/2020 às 21h00min - Atualizada em 14/02/2020 às 21h00min

Pescado está mais caro em Belém

Pesquisa realizada pela Secon e Dieese no mês de janeiro apontou alta nos preços da maioria das espécies

Agência Belém
Com edição do belem.com.br
As espécies com maiores reajustes no mês de janeiro foram a piramutaba, com alta de 13,28%; seguida do filhote, com elevação de 10,99% (Foto: Oswaldo Forte/Agência Belém)
    
O ano de 2020 começou registrando elevação no preço da maioria do pescado comercializado nos mercados municipais de Belém, conforme pesquisa divulgada nesta sexta-feira (14), pela Secretaria Municipal de Economia (Secon) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

As espécies com maiores reajustes no mês de janeiro foram a piramutaba, com alta de 13,28%; seguida do filhote, com elevação de 10,99%; a pirapema, 8,73%; o xaréu, 8,71%; a pescada gó, 8,53%; o cação, 8,39%; a uritinga, 8,33%; a traíra, 8,17%; o peixe pedra, 7,99%; a arraia, 7,28%; a sarda, 6,39%; a gurijuba, 5,96%; o pacu, 3,83%; o peixe serra, 3,27%; a tainha, 3,21%; a corvina, 3,07%; a pescada branca, 2,67%; a pratiqueira, 2,22%; o tucunaré, 2,08%; o surubim, 1,85%; o bagre, 1,62%; e o tambaqui, com alta de preço de 1,01% .

“Essas elevações ocorreram devido à diminuição comum das embarcações no período de fim e início de ano, o que resultou em uma maior procura que a própria oferta do peixe. No entanto, este mês de fevereiro já está normalizado e vamos garantir preços bem mais acessíveis aos nossos fregueses”, garantiu o presidente do Sindicato dos Peixeiros de Belém e Ananindeua, Fernando Souza, que também é vendedor de pescado no Mercado de Ferro do Ver-o-Peso.

Apesar da alta no mês de janeiro, aponta o levantamento, algumas espécies apresentaram queda no valor, como o cangata, com recuo de 11,33% no preço, seguido do tamuatá, com baixa de 10,39%; do cachorro de padre, -6,29%, do camurim, -5,83%, do mapará, -4,36%; do curimatã, -2,52% e do aracu, com queda de 1,89%.

“Temos que pensar em políticas públicas para o equilíbrio do preço e a demanda do pescado dentro da capital e no interior do Estado, principalmente com as proximidades da Semana Santa, período onde há mais saída do produto para outras localidades do país”, alertou o supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena.

Para garantir a continuidade da comercialização do pescado nos mercados municipais a preço acessível na mesa do consumidor na Semana Santa, a Prefeitura de Belém publica todos os anos o decreto que dispõe sobre a circulação intermunicipal do pescado.

“No início do mês de março vamos convidar todos os órgãos municipais e estaduais que trabalham na fiscalização do peixe, e também as associações dos peixeiros, balanceiros e atacadistas para juntos desenvolvermos uma ação de controle de entrada e saída do produto”, disse o titular da Secon, Rosivaldo Batista.

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