No coração da Amazônia, onde o ritmo do cotidiano é ditado pelo bater das máquinas e pelo roxo que tinge as mãos e a alma do povo, a segurança do que chega à mesa é sagrada. Em Belém, o açaí não é apenas alimento; é identidade, é o nosso "ouro negro" que, como diria qualquer fã de boa música paraense, faz a gente "tremer" de satisfação. Para garantir que essa tradição permaneça viva e, acima de tudo, segura, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) anunciou a retomada dos cursos gratuitos de manipulação segura de açaí e bacaba.
As capacitações são voltadas para os batedores artesanais, figuras essenciais da nossa economia local, e visam o controle de qualidade rigoroso, prevenindo doenças como a de Chagas. O treinamento aborda desde a seleção dos frutos até o processo de branqueamento, técnica térmica indispensável para eliminar microrganismos e impurezas sem alterar o sabor característico que a gente tanto ama. Afinal, no jornalismo como na gastronomia, a precisão dos dados (ou das temperaturas) é o que separa um trabalho de excelência de um risco desnecessário
Os cursos são fundamentais para que os estabelecimentos obtenham o selo de qualidade da Vigilância Sanitária, transmitindo confiança ao consumidor que não abre mão do seu litro diário. É a tecnologia e o conhecimento técnico servindo de escudo para a nossa cultura, em uma aliança necessária entre o saber tradicional e as normas de saúde pública. Como diria a letra escondida em algum tecnobrega marcante, o cuidado é o que faz a nossa união ser "inabalável".
Serviço: Os interessados devem procurar a sede da Vigilância Sanitária de Belém (Av. Gentil Bittencourt, 1450) ou os postos de saúde indicados pela Sesma para realizar a inscrição. É necessário apresentar documentos de identificação e comprovante de residência. As aulas ocorrem em módulos teóricos e práticos, com certificação imediata após a conclusão.