O Parque Linear da Nova Tamandaré, no bairro da Campina, em Belém, voltou a ser alvo de denúncias por conta de furtos e vandalismo. Inaugurado em novembro de 2025, o espaço criado como área de lazer e convivência após obras ligadas à COP 30 enfrenta uma sequência de ocorrências desde os primeiros meses de funcionamento. Moradores relatam que itens como lixeiras, guarda-sóis, cabos elétricos, luminárias e até partes de estruturas do parque têm sido levados ou destruídos.
Casos recentes reforçam a preocupação. Em janeiro, comerciantes registraram um episódio em que um suspeito foi detido após arrombamento em quiosque, com danos em porta e janela. Vídeos também circularam mostrando criminosos desmontando equipamentos e levando materiais em bicicletas. Em dezembro, dois homens foram presos em diferentes datas após furtos de cabos elétricos na área.
Moradores afirmam que a falta de vigilância, principalmente durante a noite, cria um ambiente de medo e insegurança. Frequentadores defendem que o parque deveria contar com rondas regulares e até uma base fixa da Guarda Municipal. Eles também apontam que, em vários trechos, a coleta seletiva está comprometida porque as lixeiras desapareceram ou foram destruídas.
A Prefeitura anunciou em janeiro a ampliação do Sistema Integrado de Monitoramento da Guarda Municipal, com 100 câmeras e análise em tempo real. Mesmo assim, moradores afirmam que a presença física de agentes continua sendo essencial para impedir crimes e preservar o patrimônio público.
O Parque Linear da Nova Tamandaré, no bairro da Campina, em Belém, virou motivo de preocupação para moradores e comerciantes após uma nova sequência de furtos e atos de vandalismo registrada nos últimos dias. Inaugurado em novembro de 2025 como parte das melhorias urbanas ligadas à COP 30, o espaço tem sido alvo constante de criminosos, segundo denúncias de quem frequenta o local diariamente.
De acordo com relatos, itens como lixeiras, guarda-sóis, cabos elétricos, luminárias, partes de estruturas metálicas e até elementos de paisagismo estão sendo levados ou destruídos. A situação, além de comprometer o visual do parque, aumenta a sensação de insegurança, principalmente durante a noite.
Moradores afirmam que o problema se repete desde os primeiros meses de funcionamento do parque. Um dos episódios que mais chamou atenção ocorreu no dia 23 de janeiro de 2026, quando comerciantes registraram o momento em que um suspeito foi detido após uma tentativa de furto. Na ocasião, houve arrombamento, com porta danificada e janela do banheiro quebrada em um quiosque.
Antes disso, ainda em novembro, circulou nas redes sociais um vídeo em que um homem aparece desmontando a base de um guarda-sol e levando o equipamento em uma bicicleta, o que reforçou a percepção de que a área está vulnerável.
Além dos furtos de objetos visíveis, o parque também se tornou alvo de crimes que afetam diretamente a estrutura pública. Em dezembro, dois casos chamaram atenção: um homem foi preso após furtar cabos elétricos e, dias depois, outro suspeito foi detido pelo mesmo tipo de crime.
Moradores relatam abandono e medo
Frequentador assíduo do espaço, o aposentado Aládio Ferreira afirmou que o parque, apesar de ter recebido uma obra considerada positiva, não tem recebido a mesma atenção no período noturno. Segundo ele, a área fica desprotegida, facilitando a ação de criminosos.
Na mesma linha, o aposentado João Batista, morador da Campina, relatou que praticamente todas as lixeiras foram danificadas ou furtadas. Ao longo do parque, é possível observar pontos sem as cinco lixeiras da coleta seletiva e, em alguns trechos, nenhuma estrutura de descarte disponível.
A situação dos guarda-sóis também chama atenção: embora parte ainda esteja instalada, há estruturas incompletas, sem a cobertura superior, o que indica retirada de peças.
Cobrança por presença permanente de agentes
Uma das principais reclamações é a ausência de fiscalização constante. Moradores defendem a presença regular da Guarda Municipal de Belém (GMB), com rondas frequentes ou até uma base fixa no local, especialmente no período da noite.
A avaliação de quem frequenta o parque é de que a falta de vigilância tem permitido a repetição dos crimes. O sentimento predominante é de que o espaço, criado para lazer e convivência, corre o risco de se deteriorar rapidamente.
Ampliação de câmeras foi anunciada
No início de janeiro de 2026, a Prefeitura anunciou a ampliação do Sistema Integrado de Monitoramento (SIM) da Guarda Municipal, com 100 câmeras de alta resolução. A Secretaria de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel) informou que o centro de monitoramento passou a ter ferramentas de análise em tempo real para identificar atividades suspeitas.
Ainda assim, moradores alegam que a tecnologia, sozinha, não tem impedido furtos no Parque Linear, e reforçam que a presença física de agentes é indispensável para coibir crimes e garantir o uso seguro do espaço.