Preços do pescado sobem até 42% em um ano e pressionam orçamento em Belém

Pesquisa do DIEESE/PA e Sedcon mostra que 16 das 21 espécies ficaram mais caras em janeiro; sarda acumula alta de 42,10% nos últimos 12 meses.

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Preços do pescado sobem até 42% em um ano e pressionam orçamento em Belém
Foto: Carmen Helena/ O Liberal
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Pesquisa do DIEESE/PA e Sedcon divulgada em janeiro de 2026 mostra que os preços do pescado continuam em alta em Belém. Das 21 espécies monitoradas nos mercados municipais, 16 ficaram mais caras em janeiro ante dezembro. O filhote lidera com alta de 18,07%. No acumulado em 12 meses, 20 espécies superaram a inflação: a sarda subiu 42,10% e a traíra, 36,80%. Peixeiros atribuem o aumento à redução da oferta no período do defeso e ao inverno amazônico. A expectativa é de alívio nos preços a partir de fevereiro.

 

Os preços dos pescados seguem em alta no Pará e pressionam o orçamento das famílias em Belém. Levantamento conjunto do DIEESE/PA e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sedcon) aponta que, em janeiro de 2026, 16 das 21 espécies comercializadas nos mercados municipais da capital registraram aumento na comparação com dezembro de 2025 .

O filhote liderou as altas mensais, com reajuste de 18,07%, seguido por gurijuba (15,13%), corvina (13,28%), bagre (12,62%) e pescada gó (12,00%). Até espécies tradicionalmente mais acessíveis, como pescada-branca (8,20%) e arraia (3,54%), ficaram mais caras .

Na direção oposta, apenas cinco espécies apresentaram queda, com destaque para piramutaba (-13,56%) e cação (-7,68%) .

O peixeiro Alessandro Rodrigues, que atua em uma das feiras tradicionais de Belém, explica que a alta se justifica pelo período do defeso, quando a pesca de espécies específicas é proibida para garantir a reprodução . A combinação com o inverno amazônico reduz a oferta e pressiona os preços .

Comparação anual – Nos últimos 12 meses, 20 das 21 espécies pesquisadas acumulam alta superior à inflação do período (4,26%, pelo INPC/IBGE). A sarda apresentou a maior elevação, de 42,10%, seguida por traíra (36,80%), pescada gó (34,23%) e pescada-branca (26,90%).


FONTE: O Liberal
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