Ex-príncipe Andrew é preso e pode ficar 96h detido

Polícia britânica investiga suspeita de má conduta ligada ao caso Jeffrey Epstein; buscas foram feitas em duas propriedades

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Ex-príncipe Andrew é preso e pode ficar 96h detido
Steve Parsons/Pool via AP, Arquivo
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O ex-príncipe Andrew foi preso nesta quinta-feira (19) no Reino Unido, suspeito de má conduta no exercício de cargo público em investigação relacionada ao caso Jeffrey Epstein. A Polícia do Vale do Tâmisa confirmou a detenção de um homem na casa dos 60 anos após análise preliminar das evidências.

A suspeita é que Andrew tenha compartilhado documentos confidenciais com Epstein enquanto exercia a função de representante especial para o Comércio Internacional. Buscas foram realizadas em propriedades ligadas ao ex-príncipe nos condados de Berkshire e Norfolk.

Segundo a imprensa britânica, ele pode permanecer detido por até 96 horas para interrogatório. Durante esse período, a polícia deve avaliar se há elementos suficientes para apresentar acusação formal.

Para que isso ocorra, será necessário comprovar que os documentos estavam sob responsabilidade de Andrew, que foram efetivamente repassados e que não havia justificativa legal para a ação.

O caso aumenta a pressão sobre a família real britânica. Andrew já havia sido afastado de funções públicas e perdeu títulos honoríficos após revelações sobre sua relação com Epstein. Ele nega todas as acusações.

O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi preso nesta quinta-feira (19), no Reino Unido, sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público, em investigação relacionada ao financista Jeffrey Epstein. A detenção ocorreu na residência onde ele vive, em Sandringham, após decisão da Polícia do Vale do Tâmisa, que apura o suposto envio de documentos confidenciais ao criminoso sexual condenado.

Segundo as autoridades, a prisão ocorreu após uma avaliação detalhada das evidências iniciais. Embora não tenham citado oficialmente o nome do suspeito, veículos britânicos confirmaram tratar-se do irmão do rei Charles III. A polícia afirmou ter “motivos razoáveis” para suspeitar da prática de crime.

O que está em investigação

A apuração busca esclarecer se Andrew, enquanto atuava como representante especial para o Comércio Internacional do Reino Unido, teria compartilhado informações sigilosas com Epstein. O financista foi condenado por crimes sexuais e morreu em 2019, em uma prisão nos Estados Unidos.

Além da prisão, agentes realizaram buscas em endereços nos condados de Berkshire e Norfolk, recolhendo materiais que possam auxiliar na investigação.

Próximos passos

Com a detenção, Andrew poderá permanecer sob custódia por até 96 horas, período em que poderá ser formalmente interrogado. De acordo com a imprensa britânica, esse prazo permite que investigadores aprofundem a coleta de provas antes de decidir por uma eventual acusação formal.

Para que haja denúncia, a polícia precisará comprovar que os documentos eram de responsabilidade do ex-príncipe, que foram efetivamente compartilhados e que não havia justificativa legal para tal conduta.

Andrew também já enfrentou acusações de agressão sexual feitas por Virginia Giuffre, no contexto do caso Epstein — acusações que ele sempre negou.

Pressão sobre a monarquia

O episódio reacende a crise envolvendo a família real britânica, que já havia afastado Andrew de funções oficiais e retirado seus títulos honoríficos. Segundo comunicado anterior do Palácio, o rei Charles III demonstrou preocupação com as denúncias e afirmou que colaboraria com investigações, caso solicitado.

Caso seja formalmente acusado e condenado por má conduta em cargo público, Andrew poderá enfrentar pena severa prevista na legislação britânica, incluindo prisão.


FONTE: G1
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