Um vídeo registrado na Feira do Açaí, em Belém, mostrou vendedores descartando cestos do fruto no rio após dias sem comercialização. Segundo representantes da cadeia produtiva, o produto permaneceu por mais de três dias sem venda devido ao preço elevado, que variava entre R$ 40 e R$ 50, considerado alto para batedores artesanais.
Como o açaí é altamente perecível, a demora compromete a qualidade. De acordo com membros do setor, o fruto deve ser comercializado em até 24 horas após chegar à capital. Após esse período, pode perder textura, polpa e rendimento, tornando-se impróprio para consumo.
Além da precificação, fatores como entressafra, custos logísticos, transporte fluvial e armazenamento influenciam diretamente o valor final. A expectativa é que, com o avanço da safra de verão e aumento da oferta, os preços apresentem redução nas próximas semanas.
Um vídeo gravado na Feira do Açaí, em Belém, viralizou nesta quarta-feira (25) ao mostrar vendedores descartando cestos do fruto no rio após o desembarque. O episódio ocorreu porque o produto teria permanecido mais de três dias sem comercialização, perdeu qualidade e se tornou impróprio para consumo.
De acordo com representantes da cadeia produtiva, o principal fator foi o preço elevado, que variava entre R$ 40 e R$ 50. O valor teria inviabilizado a compra por batedores artesanais nos primeiros dias. Quando houve redução no preço, o fruto já apresentava sinais de deterioração.
Segundo integrante da Associação da Cadeia Produtiva do Açaí de Belém, o açaí é altamente perecível e precisa ser vendido rapidamente, preferencialmente nas primeiras 24 horas após chegar à capital. Quando isso não ocorre, a qualidade é comprometida.
📉 Por que o fruto perdeu valor?
Entre os fatores apontados pelo setor estão:
Quando o açaí permanece muito tempo armazenado, ele amolece, perde polpa e altera a textura, reduzindo o rendimento para quem trabalha com o processamento artesanal.
📈 Preço deve cair?
A expectativa do setor é que, com o avanço da safra de verão e maior entrada de produção de municípios como Igarapé-Miri, o preço apresente queda gradual nas próximas semanas.
Enquanto isso, o episódio reacende o debate sobre logística, precificação e desperdício de um dos principais símbolos da economia paraense.