Chuvas ampliam oferta de frutas amazônicas em Belém

Inverno amazônico impulsiona safra de uxi, bacuri, muruci e piquiá nas feiras da capital, com preços mais atrativos ao consumidor

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Igor Mota

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O período chuvoso intensifica a presença de frutas regionais nas feiras de Belém, especialmente na Feira da Pedreira, onde a variedade aumenta e os preços variam conforme a safra. Uxi, tucumã e piquiá estão no início da produção e apresentam valores acessíveis, enquanto o bacuri atravessa o meio da safra e segue entre os mais procurados.

A manga bacuri, em reta final, tem preço promocional, e o muruci mantém procura tanto in natura quanto em polpa. Já a sapotilha inicia temporada com valor mais elevado. Segundo feirantes, a rotatividade cresce nesse período devido à qualidade das frutas.

Consumidores avaliam que o inverno amazônico amplia a oferta e pode tornar os preços mais competitivos em comparação aos supermercados. Especialistas destacam que as chuvas favorecem o extrativismo e fortalecem a economia local. Nem todos os produtos, porém, seguem a mesma tendência: o açaí pode apresentar variação de alta mesmo no período chuvoso.

O período mais chuvoso do ano em Belém já reflete diretamente nas bancas das feiras livres da capital. Com o avanço do chamado inverno amazônico, frutas típicas da região passam a aparecer em maior volume, variedade e qualidade, especialmente na Feira da Pedreira, onde consumidores encontram desde uxi e piquiá até bacuri, muruci e sapotilha com preços que variam conforme a safra.

A mudança é perceptível tanto para feirantes quanto para clientes. Com a intensificação das chuvas em março, a produção extrativista ganha força, elevando a oferta e, em alguns casos, tornando os valores mais acessíveis.

🍈 Safra movimenta vendas

Entre as frutas em destaque está o uxi, em início de safra, vendido a 10 unidades por R$ 5, com alta procura para preparo de cremes e sorvetes. O tucumã, também no começo do período produtivo, segue na mesma faixa de preço.

O bacuri, no meio da safra, pode ser encontrado por R$ 2 a unidade ou 5 por R$ 10, mantendo-se entre os mais procurados para sucos e doces. Já o piquiá, que começa a aparecer com mais frequência, custa em média 4 unidades por R$ 10.

A manga bacuri, em reta final de safra, é comercializada por R$ 1 a unidade ou seis por R$ 5, atraindo consumidores pelo sabor adocicado e ausência de fiapo. A sapotiha, no início da temporada, apresenta preço mais elevado, chegando a R$ 20 o quilo.

O muruci, tradicional na culinária paraense, é vendido por R$ 10 o pacote, enquanto a polpa pode variar entre R$ 20 e R$ 25, conforme relato de feirantes.

🌧️ Chuva influencia preços

Consumidores observam que o período chuvoso impacta diretamente o mercado. Segundo avaliação de frequentadores assíduos das feiras, a maior oferta amplia as opções e pode aliviar o orçamento quando comparado aos supermercados.

Especialistas explicam que o regime de chuvas favorece o desenvolvimento de diversas espécies nativas, principalmente aquelas ligadas ao extrativismo amazônico, fortalecendo a economia local e mantendo viva a cultura alimentar regional.

Apesar disso, nem todas as frutas seguem a mesma lógica. O açaí, por exemplo, pode apresentar alta no preço durante o inverno, devido à dinâmica específica de produção e demanda.

Com cores vibrantes e aromas intensos, as feiras de Belém reforçam, nesta época do ano, o protagonismo das frutas regionais da Amazônia na mesa dos paraenses.

FONTE: O Liberal