Professores em greve ocupam sede da prefeitura de Ananindeua

Trabalhadores da educação cobram reunião com prefeito para discutir reajuste salarial, melhorias nas escolas e concurso público. Categoria está mobilizada há quase uma semana.

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Professores em greve ocupam sede da prefeitura de Ananindeua
Foto: Divulgação
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Professores municipais de Ananindeua em greve ocuparam a sede da prefeitura nesta terça (10) cobrando reunião com o prefeito Daniel Santos. A categoria reivindica reajuste salarial, melhores condições nas escolas e concurso público. O movimento dura quase uma semana e reuniu cerca de 200 profissionais. A coordenadora do Sintepp afirma que a secretaria não tem poder de decisão para negociar. Aulas são mantidas por contratados.

 

Trabalhadores da educação municipal de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, que estão em greve, ocuparam a sede da prefeitura na manhã desta terça-feira (10). Os servidores cobram uma reunião com o prefeito Daniel Santos para discutir as pautas do movimento.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), cerca de 200 profissionais participaram da mobilização. Entre as principais reivindicações estão aumento salarial, melhores condições de trabalho nas escolas e a realização de um novo concurso público.

Segundo a coordenadora-geral do Sintepp, Gady Mabel, os trabalhadores foram recebidos na segunda-feira (9) por representantes da Secretaria Municipal de Educação, mas afirmam que as pessoas que participaram da reunião não tinham poder de decisão. "Nós fomos recebidos pela Secretaria de Educação por pessoas que não tinham poder de negociar as pautas. O que nós queremos é sentar com o prefeito para negociar as pautas da greve", afirmou.

De acordo com o sindicato, o município tem cerca de 6 mil profissionais na rede municipal, dos quais aproximadamente 1.500 são concursados. As aulas nas escolas públicas estão sendo mantidas principalmente por profissionais contratados.

A greve dos servidores da educação já dura quase uma semana. Segundo a categoria, em 2019 os profissionais recebiam cerca de 30% acima do piso nacional do magistério. Atualmente, o valor estaria cerca de 4% acima do piso, e os servidores pedem que esse percentual seja elevado para 8%.

Durante o protesto, uma das pistas da BR-316 chegou a ser interditada por alguns minutos pelos manifestantes. "É uma luta para garantir valorização e melhores condições de trabalho para quem está na educação", disse a professora Alessandra Luz.


FONTE: G1
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