A passarela localizada na avenida Júlio César, entre as avenidas Pedro Álvares Cabral e Centenário, em Belém, começou a ser retirada na noite de terça-feira (10) após apresentar risco estrutural. A operação mobiliza cerca de 120 trabalhadores e utiliza equipamentos pesados, como guindastes e plataformas de apoio.
Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, a decisão de remover a estrutura foi tomada após a identificação de uma deformação acima do previsto no projeto da passarela. A desmontagem permitirá que engenheiros realizem análises técnicas detalhadas para identificar as causas do problema.
Entre as hipóteses consideradas estão possíveis condições do solo da região, já que a obra foi construída sobre uma área de canal, além de impactos estruturais provocados por um incidente anterior envolvendo uma carreta.
A parte central da passarela será levada para uma área técnica, onde passará por ensaios e inspeções estruturais. Somente após a conclusão dos testes será possível determinar se a estrutura precisará ser reconstruída, reformada ou refeita antes de ser reinstalada.
A passarela ainda não estava liberada para uso de pedestres, pois a obra permanecia em fase de execução. Enquanto ocorre a operação de retirada, o trecho da avenida Júlio César permanece interditado, com agentes de trânsito orientando motoristas e indicando rotas alternativas.
A passarela instalada na avenida Júlio César, entre as avenidas Pedro Álvares Cabral e Centenário, em Belém, começou a ser retirada na noite de terça-feira (10) após apresentar risco estrutural de desabamento. A operação mobiliza dezenas de profissionais e deve seguir até esta quarta-feira (11), com interdição do trecho para garantir a segurança das equipes e motoristas.
Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Seinfra), a remoção da estrutura foi definida após análises iniciais apontarem uma deformação acima do previsto no projeto da passarela. A desmontagem permitirá que os engenheiros realizem perícias técnicas mais detalhadas para identificar as causas do problema.
Operação mobiliza grande estrutura
A retirada da passarela envolve uma força-tarefa de aproximadamente 120 trabalhadores, entre engenheiros, técnicos e operários. Para executar o serviço, estão sendo utilizados três guindastes de grande porte e cinco plataformas de apoio, além de equipamentos especializados para o corte e transporte da estrutura metálica.
O processo começou com a remoção do arco superior da passarela, etapa considerada essencial para reduzir o peso da estrutura antes da desmontagem completa. Em seguida, equipes realizam reforços temporários e cortes controlados para baixar a estrutura em segurança.
Mesmo com a chuva registrada durante a noite, os trabalhos foram mantidos para cumprir o cronograma previsto pela prefeitura.
Análise técnica busca identificar causas
De acordo com a Seinfra, desde que o problema foi identificado na última sexta-feira (7), equipes técnicas passaram a realizar monitoramento contínuo da estrutura, avaliando possíveis riscos.
Segundo o titular da secretaria, Arnaldo Dopazo, a retirada permitirá um estudo mais aprofundado das causas da deformação registrada na passarela.
Entre as hipóteses analisadas estão condições do solo da região, já que a estrutura foi construída sobre uma área de canal, além de possíveis impactos estruturais provocados por um incidente ocorrido em outubro do ano passado, quando uma carreta ficou presa na passarela.
A expectativa da prefeitura é que um laudo técnico conclusivo seja apresentado nos próximos dias, apontando o que provocou o problema estrutural.
Estrutura será analisada em solo
A parte central da passarela será levada para uma área técnica externa, onde passará por ensaios e inspeções de engenharia.
Segundo o engenheiro Vinícius Carandina, do Consórcio Igarapé São Joaquim, responsável pela obra, a deformação observada foi superior ao comportamento esperado durante a construção, o que motivou a decisão de remover o vão central da estrutura para análise.
De acordo com o especialista, pequenas deformações são comuns em estruturas metálicas durante o processo construtivo, mas neste caso o comportamento registrado ultrapassou o limite projetado nos cálculos de engenharia.
Somente após os testes técnicos será possível determinar se a passarela precisará ser reconstruída, reformada ou totalmente refeita antes de voltar ao local.
Estrutura ainda não estava liberada
As autoridades ressaltaram que a passarela ainda estava em fase de obra e não havia sido liberada para uso de pedestres, permanecendo bloqueada desde o início da construção.
Após a conclusão das análises técnicas, será definido como será feita a reconstrução ou reinstalação da estrutura, garantindo segurança para a população.
Trânsito e rotas alternativas
Durante a operação de retirada, o trecho da avenida Júlio César segue totalmente interditado entre as avenidas Pedro Álvares Cabral e Centenário.
Agentes da Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel) permanecem no local para orientar o tráfego e indicar rotas alternativas aos motoristas.
A recomendação é que os condutores utilizem caminhos alternativos para evitar congestionamentos, especialmente quem precisa acessar o Aeroporto Internacional de Belém ou se deslocar para o centro da capital.
Rotas alternativas durante a interdição
➡ Avenida Arthur Bernardes
• Principal alternativa para quem segue em direção ao Aeroporto Internacional de Belém
• Também pode ser usada por motoristas que seguem para o centro da cidade
➡ Avenida Almirante Barroso
• Opção para quem precisa entrar ou sair de Belém
➡ Avenida Pedro Álvares Cabral
• Outra rota para deslocamentos entre bairros e acesso à capital