Estudantes do Pará levam projetos científicos à FEBRACE 2026
Nove pesquisas de escolas paraenses estão entre as finalistas da maior feira pré-universitária de ciência e engenharia do Brasil
FEBRACE
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Estudantes do Pará estarão entre os protagonistas da FEBRACE 2026, a maior feira pré-universitária de ciência e engenharia do Brasil. Nove projetos desenvolvidos por alunos de escolas paraenses foram selecionados para a etapa final, que ocorrerá de 17 a 20 de março no campus da Universidade de São Paulo (USP).
Ao todo, 297 pesquisas foram escolhidas entre milhares de propostas enviadas por estudantes do ensino básico e técnico de todo o país. Os trabalhos abordam temas variados, incluindo sustentabilidade, inovação tecnológica, acessibilidade, cultura e preservação ambiental.
Entre os projetos estão iniciativas como uma lixeira aquática inteligente para combater a poluição dos rios, um elevador adaptado para comunidades ribeirinhas, além de pesquisas sobre cosméticos sustentáveis produzidos com insumos amazônicos.
A programação também inclui estudos sobre tratamento de água com soluções naturais, sensores para monitoramento ambiental e tecnologias energéticas baseadas em pigmentos da floresta amazônica.
Segundo a coordenação da FEBRACE, a edição deste ano mostra uma geração de estudantes cada vez mais conectada à ciência e às tecnologias digitais, utilizando ferramentas modernas para investigar problemas reais e propor soluções inovadoras.
Os melhores projetos da feira poderão receber prêmios, bolsas e oportunidades acadêmicas, além da chance de representar o Brasil na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), maior competição científica estudantil do mundo.
Nove projetos desenvolvidos por estudantes do Pará estão entre os finalistas da 24ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), considerada a maior mostra pré-universitária de ciência e tecnologia do país. O evento será realizado de 17 a 20 de março, no campus da Universidade de São Paulo (USP), reunindo jovens pesquisadores de todas as regiões do Brasil.
Ao todo, 297 projetos foram selecionados para a fase final, após um processo de avaliação que analisou milhares de propostas enviadas por estudantes do ensino básico e técnico. A participação paraense inclui iniciativas nas áreas de engenharia, ciências humanas, tecnologia, sustentabilidade e inovação ambiental, refletindo a diversidade de temas investigados por jovens cientistas da região amazônica.
Entre os projetos selecionados está o AQUABIN: Lixeira Aquática Inteligente, desenvolvido por estudantes da Escola SESI Belém, que propõe uma solução tecnológica para reduzir a poluição em rios e ambientes aquáticos.
Outro destaque é o projeto “Elevador Ribeirinho: Acessibilidade e Inclusão na Amazônia”, criado por alunos do Instituto Federal do Pará (IFPA), campus Abaetetuba, que busca melhorar a mobilidade de moradores ribeirinhos e pessoas com deficiência em áreas de difícil acesso.
Também entre os finalistas está o ECOLÁBIOS: Batom Sustentável Amazônico, pesquisa desenvolvida por estudantes de Itaituba, que explora ingredientes naturais da floresta para a produção de cosméticos sustentáveis.
A ciência amazônica também aparece em propostas voltadas para preservação ambiental e tecnologias sustentáveis, como o projeto “Floreser Amazônia: uma alternativa sustentável para o tratamento de água”, desenvolvido por estudantes do Colégio Militar de Belém, que investiga soluções ecológicas para melhorar a qualidade da água.
Outro trabalho finalista propõe o desenvolvimento de sensores biomiméticos para monitoramento ambiental, elaborado por alunos da escola Pe. José Nicolino de Souza, em Oriximiná, com foco em tecnologias inspiradas na natureza para monitorar o meio ambiente.
A lista de projetos paraenses inclui ainda pesquisas que exploram conhecimento indígena, arqueologia e cultura, como “O Céu dos Nossos Ancestrais: Uma Jornada pela Astronomia Indígena”, que investiga a relação entre saberes tradicionais e a observação do céu.
Também fazem parte da seleção o projeto “Cacau que cresce, mundo que respira e inclusão que floresce”, de estudantes de Igarapé-Miri, além do estudo “Técnicas e Materiais na Arte Rupestre”, que analisa aspectos históricos e culturais da produção artística ancestral.
Outro trabalho que integra a final da feira é a pesquisa “Tinta Solar Fotossintética com Pigmentos Naturais da Amazônia”, que explora o uso de pigmentos naturais da floresta no desenvolvimento de tecnologias energéticas sustentáveis.
Jovens cientistas e novas tecnologias
Segundo a organização do evento, a edição deste ano chama atenção pela presença crescente de ferramentas digitais e computacionais nos projetos científicos desenvolvidos pelos estudantes.
Tecnologias como visão computacional, redes neurais, biossensores, dispositivos vestíveis e realidade virtual vêm sendo utilizadas pelos jovens pesquisadores para investigar problemas ambientais, sociais e tecnológicos contemporâneos.
A coordenadora geral da FEBRACE, Roseli de Deus Lopes, afirma que os trabalhos apresentados refletem as preocupações da nova geração de estudantes brasileiros.
De acordo com a pesquisadora, os jovens têm utilizado ferramentas tecnológicas cada vez mais sofisticadas para investigar desafios reais e propor soluções com impacto social.
Premiação e oportunidade internacional
Durante o evento, os projetos finalistas serão avaliados por especialistas, professores universitários e profissionais de diferentes áreas do conhecimento.
Os estudantes responsáveis pelos melhores trabalhos poderão receber troféus, medalhas, bolsas de estudo e oportunidades de estágio, somando cerca de 300 prêmios oferecidos pela organização e instituições parceiras.
Além disso, nove projetos brasileiros serão selecionados para representar o país na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF) 2026, considerada a maior feira internacional de ciência para estudantes pré-universitários.
A competição internacional acontecerá entre 9 e 15 de maio, na cidade de Phoenix, no estado do Arizona, nos Estados Unidos.
Incentivo à cultura científica
Promovida pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, a FEBRACE integra um amplo programa de incentivo à educação científica e tecnológica no Brasil, com ações voltadas à formação de professores, cursos gratuitos e estímulo à pesquisa nas escolas.
A feira também busca fortalecer a cultura científica entre estudantes do ensino básico, incentivando o desenvolvimento de projetos que combinem criatividade, inovação e impacto social.
PROJETOS DO PARÁ NA FEBRACE 2026
- AQUABIN: Lixeira Aquática Inteligente
Estudantes: Ana Vitória Pacheco Moy, Sofia Quadros de Moraes Orientação: Rilson Cursino Lima Coorientação: José Floriano da Veiga Farias Júnior
Escola: Escola SESI Belém – Belém (PA)
- Cacau que cresce, “mundo” que respira e inclusão que floresce
Estudantes: Waldiney Iadir Pinheiro da Costa, Samira Nonato da Silva Orientação: Silvia Pinheiro Ferreira Coorientação: Ana Claudia da Cunha Miranda
Escola: E.E.E.M. Prof.ª Dalila Afonso Cunha – Igarapé-Miri (PA)
- ECOLÁBIOS: Batom Sustentável Amazônico
Estudantes: Maria Eduarda de Souza Vasconcelos, Ashylla Isabella Seade Arai, Lara Bandeira da Silva Orientação: Marson Menezes Sena Coorientação: Corina Fernandes de Souza
Escola: Centro Educacional Anchieta – Itaituba (PA)
- Elevador Ribeirinho: Acessibilidade e Inclusão na Amazônia
Estudantes: Rafael Gonçalves da Silva, Hilary da Silva Costa Orientação: Gilberto Luis Sousa da Silva Coorientação: Maria Deusa Gonçalves da Silva
Instituição: IFPA – Campus Abaetetuba
- Floreser Amazônia: alternativa sustentável para tratamento de água
Estudantes: Yasmim Cavalcante de Sousa, Anderson Lucas Brandão Esteves, Izys de Oliveira Quaresma Orientação: Lienne Silveira de Moraes Coorientação: Maria Janes de Oliveira Santos
Escola: Colégio Militar de Belém
- O Céu dos Nossos Ancestrais: uma jornada pela astronomia indígena
Estudantes: Manuela Costa dos Reis Barbosa, Jamily Naelca Morais Silva Orientação: Gênerson Luiz Cardoso Pereira Coorientação: Bruna Vanessa Costa dos Reis Barbosa
Escola: E.E.E.M. Presidente Fernando Henrique Cardoso – Monte Alegre (PA)
- Sensores biomiméticos para monitoramento ambiental
Estudantes: Maria Clara Oliveira dos Santos, Amanda Sofia Portilho da Cunha, Yuri Cauã Lira Costa Orientação: Andreza Maria Santos de Oliveira Coorientação: Felipe Gato Carvalho
Escola: E.E.E.M. Pe. José Nicolino de Souza – Oriximiná (PA)
- Tinta solar fotossintética com pigmentos naturais da Amazônia
Estudantes: Maysa Lorrana Franco Lavôr, Maria Sophia Brito Franco, Heitor Calderaro Nunes Orientação: Andreza Maria Santos de Oliveira
Escola: E.E.E.M. Pe. José Nicolino de Souza – Oriximiná (PA)
- Técnicas e materiais na arte rupestre
Estudante: Kauan Moura de Oliveira Orientação: Bruna Vanessa Costa dos Reis Barbosa Coorientação: Arenildo dos Santos Silva
Escola: E.E.E.M. Presidente Fernando Henrique Cardoso – Monte Alegre (PA)