O papa Leão XIV condenou neste domingo (15) a escalada da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que já deixou cerca de 2 mil mortos em 12 países. Durante a oração do Angelus no Vaticano, o pontífice classificou o conflito como uma violência atroz e pediu cessar-fogo imediato entre as partes envolvidas.
Segundo o líder da Igreja Católica, a população civil é quem mais sofre com a guerra. O papa ressaltou que o conflito provoca destruição, deslocamento de pessoas e crises humanitárias, especialmente em países do Oriente Médio.
O pontífice também fez críticas ao uso da religião para justificar violência. Em discurso posterior, durante visita a uma paróquia em Roma, ele afirmou que invocar o nome de Deus para legitimar mortes representa uma distorção da fé.
A guerra começou em 28 de fevereiro, após ataques militares de Estados Unidos e Israel contra o Irã, realizados depois do fracasso das negociações sobre o programa nuclear iraniano. Como resposta, Teerã lançou bombardeios contra bases militares americanas na região.
A situação também se agravou no Líbano, onde ataques e bombardeios já provocaram centenas de mortes e deslocaram mais de 810 mil pessoas.
Segundo o papa, líderes políticos precisam assumir responsabilidade para interromper a violência e iniciar negociações que garantam uma paz duradoura na região.
O papa Leão XIV fez neste domingo (15) um apelo público pelo fim da guerra no Oriente Médio, ao condenar a escalada de violência envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Durante oração na Praça de São Pedro, no Vaticano, o pontífice criticou a brutalidade do conflito, que já deixou cerca de 2 mil mortos em 12 países, e alertou para o sofrimento da população civil.
O líder da Igreja Católica também condenou o uso da religião para justificar atos de violência, afirmando que a fé não pode ser usada para legitimar mortes ou guerras.
Apelo pela paz
O pronunciamento ocorreu durante a tradicional oração do Angelus, diante de milhares de fiéis. Na ocasião, o pontífice afirmou que os povos do Oriente Médio enfrentam semanas de intensa violência, marcada por bombardeios e crises humanitárias.
Segundo ele, a guerra tem provocado dor generalizada entre civis, que são os mais afetados pelos confrontos.
Em seu discurso, o papa fez um apelo direto aos líderes políticos e militares envolvidos no conflito, pedindo que interrompam os ataques e iniciem negociações.
O pontífice destacou que o cessar-fogo é essencial para evitar novas tragédias e abrir caminho para soluções diplomáticas duradouras.
Conflito começou após ataques militares
A atual escalada de tensão começou em 28 de fevereiro de 2026, quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra o território iraniano, após o fracasso de negociações sobre o programa nuclear do país.
Como resposta, o governo iraniano lançou bombardeios contra bases militares americanas no Oriente Médio, ampliando rapidamente a dimensão do conflito.
Desde então, os confrontos provocaram instabilidade regional, afetando diferentes países e elevando o número de vítimas.
Especialistas alertam que a guerra pode se prolongar, já que o Irã demonstra capacidade de resistir aos ataques, o que reduz a possibilidade de uma resolução rápida.
Situação crítica no Líbano
Entre os países mais afetados pela escalada da guerra está o Líbano, que já enfrentava uma grave crise econômica e política.
A situação se agravou após a milícia Hezbollah, aliada do Irã, lançar mísseis contra Israel, em resposta às ofensivas militares realizadas contra Teerã.
De acordo com o Ministério da Saúde libanês, os ataques recentes já deixaram ao menos 634 mortos, incluindo 91 crianças.
Além disso, mais de 810 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas, ampliando a crise humanitária no país.
O papa demonstrou preocupação especial com o povo libanês, defendendo a construção de caminhos diplomáticos capazes de garantir estabilidade e proteção à população.
Crítica ao uso da religião na guerra
Durante uma visita a uma paróquia em Roma, ainda no domingo, o pontífice voltou a falar sobre o conflito e reforçou sua crítica ao uso da religião como justificativa para violência.
Segundo ele, recorrer ao nome de Deus para legitimar mortes representa uma distorção profunda da fé.
Para o líder religioso, conflitos armados não são capazes de resolver disputas entre países.
Ele defendeu que o diálogo permanente entre as nações deve substituir a lógica da guerra, destacando que a verdadeira missão da fé é promover luz, esperança e paz entre os povos.
Guerra entra na terceira semana
Enquanto líderes religiosos pedem paz, o conflito segue se intensificando. O Irã tem demonstrado capacidade de manter operações militares e pressionar rotas estratégicas da região, como o Estreito de Ormuz, importante corredor para o transporte global de petróleo.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirma que as forças americanas obtiveram avanços militares significativos. No entanto, analistas internacionais apontam que a situação ainda está longe de uma resolução.
Com a guerra entrando em sua terceira semana, cresce a preocupação internacional com os impactos humanitários, econômicos e geopolíticos do conflito.