Castanhal recebe feira afro-brasileira com oficinas e debates

Evento gratuito na Usina da Paz reúne cultura, ancestralidade, gastronomia, espiritualidade e enfrentamento ao racismo religioso

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Castanhal recebe nos dias 14 e 15 de maio a primeira edição da Feira da Cultura Afro-Brasileira: Ancestralidade, Terreiro e Território. O evento será realizado na Usina da Paz Castanhal, com entrada gratuita e programação voltada à valorização das tradições afro-brasileiras e amazônicas.

A feira reúne oficinas, rodas de conversa, apresentações culturais, gastronomia, exibição de filme, feira de artesanato e debates sobre ancestralidade, espiritualidade e enfrentamento ao racismo religioso. Entre os temas abordados estão a comunicação popular nos terreiros, musicalidade afro-religiosa, culinária tradicional, plantas medicinais e o papel das mulheres nas religiões de matriz africana.

A programação também contará com a exibição do filme “Mãe Velha: memórias de uma pajé”, seguida de debates sobre pajelança e religiões afro-amazônicas. Segundo a organização, o objetivo é criar um espaço de troca de saberes, fortalecimento cultural e aproximação entre comunidades tradicionais e a população.

Além das atividades formativas, o público poderá acompanhar apresentações de dança, capoeira, cantos para orixás e visitar espaços de exposição com produtos ligados à cultura afro-brasileira.

A cidade de Castanhal recebe nesta quarta-feira (14) e quinta-feira (15) a primeira edição da Feira da Cultura Afro-Brasileira: Ancestralidade, Terreiro e Território. Com programação gratuita realizada na Usina da Paz Castanhal, o evento promove encontros entre comunidades tradicionais, artistas, pesquisadores e moradores da região em torno da valorização das religiões de matriz africana, dos saberes ancestrais e da cultura popular amazônica.

A iniciativa reúne oficinas, rodas de conversa, apresentações culturais, feira de artesanato, gastronomia tradicional, exibição de filme e debates sobre racismo religioso e identidade afro-amazônica. A programação é aberta ao público e busca fortalecer o diálogo entre os povos de terreiro e a sociedade.

O evento surge em um momento de ampliação das discussões sobre intolerância religiosa, preservação cultural e reconhecimento das tradições afro-brasileiras na Amazônia. Segundo a organização, a proposta é transformar a feira em um espaço permanente de convivência, troca de experiências e fortalecimento da ancestralidade.

Entre os destaques da programação estão as oficinas voltadas à comunicação popular nos terreiros, musicalidade afro-religiosa, uso de plantas medicinais e culinária tradicional de terreiro. As atividades serão conduzidas por representantes culturais, mestres de tradição oral e integrantes de comunidades religiosas.

A programação também inclui debates sobre o papel das mulheres nas religiões afro-brasileiras, além de mesas que discutem formas de enfrentamento ao racismo religioso e a presença das tradições de matriz africana na Amazônia.

Outro momento de destaque será a exibição do filme “Mãe Velha: memórias de uma pajé”, seguida de uma roda de conversa sobre pajelança e religiões afro-amazônicas. A atividade propõe refletir sobre espiritualidade, memória e resistência cultural na região.

Além das discussões, o público poderá visitar espaços de exposição com artesanato, roupas, ervas, guias, banhos e produtos ligados às tradições afro-brasileiras. Ao todo, 16 expositores participam da feira.

As apresentações culturais também fazem parte da programação, com destaque para o semi-espetáculo de dança “Lama”, apresentações de capoeira e cantos tradicionais ligados aos orixás.

No encerramento, na sexta-feira (15), o público participará de uma confraternização com feijoada e samba, marcando o fim da primeira edição do evento.

Programação

14 de maio

  • Abertura e roda de conversa sobre religiões afro-brasileiras
  • Exibição do filme “Mãe Velha: memórias de uma pajé”
  • Oficinas de comunicação, tambores, culinária e plantas medicinais
  • Apresentações culturais e capoeira

15 de maio

  • Debate sobre mulheres nas religiões afro-brasileiras
  • Palestra sobre religiões de matriz africana na Amazônia
  • Mesa sobre racismo religioso
  • Encerramento com feijoada e samba
FONTE: G1