Paysandu empata com o Vasco da Gama, mas é eliminado da Copa do Brasil

Papão buscou o 2 a 2 em São Januário, saiu da Copa do Brasil no agregado, mas volta à Série C como líder e com a torcida convocada

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Jorge Luís Totti/Paysandu

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O Paysandu foi eliminado da Copa do Brasil após empatar em 2 a 2 com o Vasco, nesta quarta-feira, 13 de maio, em São Januário. Como havia perdido o jogo de ida por 2 a 0 em Belém, o Papão acabou superado no placar agregado por 4 a 2, e o clube carioca avançou às oitavas de final.

Apesar da queda, a atuação bicolor deixou uma sensação de reação. O Vasco abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com gols de Rojas e Thiago Mendes, mas o Paysandu buscou forças para empatar com Thayllon e um gol contra de Saldivia. A virada necessária não veio, mas o time paraense conseguiu incomodar o adversário fora de casa e deixou o campo com uma postura valorizada pelo elenco.

Segundo Marcinho, o Paysandu fez um jogo competitivo e sai da competição de cabeça erguida, mantendo como grande objetivo da temporada o acesso à Série B. A eliminação, portanto, vira uma espécie de virada de chave para o Papão, que segue em boa fase e aparece na liderança da Série C.

Agora, a equipe volta as atenções para a terceira divisão nacional e para a Copa Norte. A torcida bicolor, que viu o time reagir em São Januário, passa a ser chamada para transformar a frustração da Copa do Brasil em combustível na caminhada pelo acesso.

O Paysandu se despediu da Copa do Brasil, mas não saiu pequeno de São Januário. Na noite desta quarta-feira, 13 de maio, o Papão empatou em 2 a 2 com o Vasco, no Rio de Janeiro, pelo jogo de volta da quinta fase da competição. O resultado não foi suficiente para reverter a derrota por 2 a 0 sofrida em Belém, e o clube carioca avançou às oitavas com 4 a 2 no placar agregado. Ainda assim, a partida deixou uma sensação diferente para o torcedor bicolor: a queda veio, mas veio acompanhada de reação, entrega e um recado claro para a sequência da temporada.

A noite começou com cara de classificação tranquila para o Vasco. Diante da própria torcida, o time da casa abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com gols de Rojas, em cobrança de pênalti, e Thiago Mendes. Naquele momento, o agregado chegou a 4 a 0, e o roteiro parecia escrito: Vasco administrando, Paysandu resistindo e a vaga ficando cada vez mais distante. Mas futebol, especialmente quando envolve o Papão, raramente aceita final antecipado.

Foi aí que a partida mudou de temperatura. Nos acréscimos da primeira etapa, Thayllon diminuiu para o Paysandu e devolveu ao jogo aquilo que parecia ter escapado: tensão. Logo no início do segundo tempo, um gol contra de Saldivia deixou tudo igual em São Januário. Em poucos minutos, o placar que parecia apenas protocolar virou incômodo para os donos da casa e combustível para a torcida bicolor acompanhar o restante da partida com o coração mais acelerado.

O Paysandu ainda precisava de mais dois gols para levar a decisão aos pênaltis. Eles não vieram. O Vasco conseguiu controlar parte do segundo tempo, criou chances e segurou a vantagem construída no confronto de ida. Mesmo com a expulsão de Thiago Mendes nos minutos finais, o placar não mudou. A vaga ficou no Rio. A impressão, porém, não ficou restrita ao resultado.

Porque o que ficou para o torcedor do Papão foi também a imagem de um time que não aceitou a eliminação em silêncio. O Paysandu poderia ter desmoronado após o 2 a 0. Poderia ter tratado o jogo como uma missão encerrada. Não fez isso. Buscou o empate, incomodou um adversário de Série A dentro de São Januário e saiu da Copa do Brasil com uma atuação que, se não garantiu classificação, reforçou uma ideia importante: há vida, há liga e há confiança no elenco bicolor.

Depois da partida, o meio-campista Marcinho valorizou a postura do Paysandu e indicou que o grupo entendeu o tamanho da dificuldade do confronto. Segundo ele, o Papão fez um jogo competitivo, enfrentou o Vasco de igual para igual e sai da competição com a cabeça erguida, mesmo com o desejo de seguir adiante na Copa do Brasil. O jogador também reforçou que o principal objetivo da temporada segue sendo o acesso à Série B.

Do outro lado, a reação bicolor também foi sentida pelo Vasco. O técnico Renato Gaúcho criticou a acomodação da equipe carioca depois de abrir 2 a 0 e reconheceu que o jogo ficou perigoso. Segundo ele, o Vasco permitiu que o Paysandu crescesse na partida e quase transformasse uma classificação encaminhada em sofrimento maior para a torcida vascaína.

É nesse ponto que a eliminação precisa ser lida com cuidado. Copa do Brasil é mata-mata, detalhe, erro, eficiência. O Paysandu caiu porque a desvantagem construída no Mangueirão foi pesada demais. Mas o time que deixou São Januário não parece um time quebrado. Parece um time que perdeu uma vaga, mas ganhou um argumento para seguir acreditando.

E agora, torcedor bicolor: a eliminação pesa mais ou a reação anima mais? A pergunta fica no ar porque o Paysandu volta para uma realidade que, neste momento, é promissora. Na Série C, o Papão aparece na liderança, com campanha forte nas primeiras rodadas, somando 14 pontos em seis jogos, segundo a tabela atualizada. A equipe tem quatro vitórias, dois empates e segue sem derrota na competição nacional.

A resposta do torcedor, portanto, pode começar já na próxima sequência. Fora da Copa do Brasil, o Paysandu concentra forças na Série C e também mantém no calendário a disputa da Copa Norte. O próximo compromisso pela terceira divisão será contra o Caxias, no domingo, 17 de maio, fora de casa. Depois, o Papão inicia a decisão da Copa Norte contra o Nacional-AM, com o primeiro jogo previsto para Belém.

A queda para o Vasco dói, claro. Dói porque o empate mostrou que talvez houvesse jogo. Dói porque o Papão flertou com uma reação improvável. Mas também há noites em que o placar elimina e, ainda assim, a atuação preserva o caminho. Para o Paysandu, a Copa do Brasil ficou para trás. A temporada, não.

Agora, a missão é transformar a frustração em combustível. O Papão segue líder da Série C, segue com calendário decisivo e segue com algo que nenhum agregado apaga: uma torcida que cobra, empurra, comenta, sofre e acredita. A pergunta para a Fiel é simples: depois do que o time mostrou em São Januário, dá para confiar ainda mais no acesso?