Remo derrota o Bahia e quebra jejum nas oitavas da Copa do Brasil

Leão Azul venceu por 2 a 1 no Mangueirão, fez 5 a 2 no agregado e voltou às oitavas da Copa do Brasil após 23 anos

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Remo derrota o Bahia e quebra jejum nas oitavas da Copa do Brasil
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O Clube do Remo venceu o Bahia por 2 a 1, de virada, na noite desta quarta-feira, 13 de maio, no Mangueirão, em Belém, e garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. Como também havia vencido o jogo de ida por 3 a 1, em Salvador, o Leão Azul fechou o confronto com 5 a 2 no placar agregado.

A classificação teve peso histórico para o torcedor remista. O clube voltou às oitavas da Copa do Brasil após 23 anos de jejum, em uma temporada que já é marcante pelo retorno à Série A do Campeonato Brasileiro. Contra o Bahia, o Remo confirmou a boa fase no confronto direto: goleou no Brasileirão, venceu fora de casa pela Copa do Brasil e voltou a superar o Tricolor no Mangueirão.

O Bahia saiu na frente com Erick, mas o Remo empatou ainda no primeiro tempo com Patrick. Na etapa final, o time baiano teve três gols anulados e pressionou em busca da reação, mas Leonel Picco marcou nos minutos finais e garantiu a virada azulina.

Segundo Léo Condé, o Remo mostrou força coletiva, maturidade e competitividade nos dois jogos contra um adversário de Série A. Além da vaga, o clube também assegurou premiação milionária por avançar na competição.

Agora, o Leão Azul aguarda o próximo adversário na Copa do Brasil e mantém a atenção dividida com o Brasileirão, embalado por uma noite histórica diante do Fenômeno Azul.

O Clube do Remo viveu uma noite de reencontro com a própria história nesta quarta-feira, 13 de maio, no Mangueirão, em Belém. Diante da torcida azulina, o Leão venceu o Bahia por 2 a 1, de virada, confirmou a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil e fechou o confronto com 5 a 2 no placar agregado, depois de já ter vencido o jogo de ida por 3 a 1, em Salvador. A vitória quebrou um jejum de 23 anos sem chegar a esta fase da competição e transformou uma noite de mata-mata em uma daquelas páginas que o torcedor guarda para contar depois.

A classificação tem peso esportivo, financeiro e simbólico. O Remo já vive uma temporada especial pelo retorno à Série A do Campeonato Brasileiro, algo que não acontecia havia mais de três décadas, mas avançar na Copa do Brasil tem outro sabor. É jogo eliminatório, é pressão dobrada, é a chance de medir forças contra equipes de maior investimento e mostrar que o Leão Azul não está apenas de passagem no calendário nacional. Contra o Bahia, o Remo não só passou. Passou vencendo duas vezes.

O jogo começou com susto. O Bahia, precisando buscar o resultado fora de casa, abriu o placar ainda no primeiro tempo, com Erick, aos 22 minutos. Naquele momento, o Tricolor baiano reduzia a vantagem azulina e tentava colocar dúvida em uma classificação que havia sido encaminhada na Fonte Nova. Mas o Remo não se desmontou. Pelo contrário: respirou, reorganizou a partida e respondeu com a calma de quem sabia que tinha o Mangueirão ao lado.

Aos 35 minutos, Patrick apareceu para empatar e devolver o controle emocional ao Leão. O gol mudou o ambiente. A pressão que poderia crescer sobre o Remo voltou para o Bahia. A arquibancada entendeu o recado e empurrou o time. O empate já bastava, mas a noite ainda guardava um último rugido.

No segundo tempo, o Bahia tentou transformar o jogo em drama. A equipe baiana pressionou, chegou a balançar a rede em três oportunidades, mas os lances foram anulados pela arbitragem. O cenário ficou tenso, daqueles em que cada bola cruzada parece carregar uma temporada inteira. Só que, aos 45 minutos da etapa final, Leonel Picco marcou o gol da virada e fez o Mangueirão explodir. Era mais do que o 2 a 1. Era a confirmação de que o Remo estava de volta às oitavas.

A vitória consolidou uma sequência rara contra o Bahia em 2026. Antes da classificação na Copa do Brasil, o Remo já havia goleado o Tricolor por 4 a 1 pelo Brasileirão, no Mangueirão, resultado que marcou a primeira vitória azulina no retorno à Série A após 32 anos. Depois, venceu por 3 a 1 em Salvador, no jogo de ida da Copa do Brasil. Nesta quarta, completou a trinca: mais uma vitória, mais uma afirmação e uma vaga histórica.

E aí, torcedor azulino: qual dessas vitórias sobre o Bahia mais mexeu contigo? A goleada no Brasileirão, a vitória fora de casa na Copa do Brasil ou a virada no Mangueirão que carimbou a vaga?

É essa pergunta que ajuda a explicar o tamanho do momento. O Remo não eliminou apenas um adversário da Série A. Eliminou um clube que vinha frequentando fases mais avançadas da Copa do Brasil nos últimos anos e que, em 2026, saiu mais cedo do que esperava. Para o Leão, a vaga também representa premiação milionária de R$ 3 milhões por chegar às oitavas, valor importante para fortalecer o planejamento da temporada.

Mas reduzir a noite ao dinheiro seria pouco. O que aconteceu no Mangueirão foi maior. Foi uma mistura de alívio, orgulho e pertencimento. O torcedor remista sabe o que significa esperar. Sabe o que é ver o clube atravessar anos de reconstrução, acessos, quedas, recomeços e campanhas que quase chegaram lá. Por isso, quando a bola de Picco entrou, não foi apenas um gol. Foi uma senha para o Fenômeno Azul olhar para o passado e dizer: voltamos.

A última grande campanha do Remo na Copa do Brasil segue sendo lembrada pela semifinal de 1991, quando o clube parou diante do Criciúma. Agora, mais de três décadas depois daquele marco e após 23 anos longe das oitavas, o Leão volta a colocar seu nome entre os 16 sobreviventes da competição. Ainda não se sabe quem virá pela frente, mas o aviso já foi dado: quem enfrentar o Remo encontrará um time competitivo e uma torcida que transforma o Mangueirão em território de pressão.

Depois da partida, o técnico Léo Condé valorizou a postura coletiva da equipe nos dois jogos contra o Bahia e destacou a força do grupo para sustentar a vantagem construída em Salvador. Segundo o treinador, a classificação veio pela entrega do elenco, pela maturidade na leitura do confronto e pela capacidade de competir contra um adversário qualificado da Série A.

Agora, o Remo vira a chave sem deixar a noite cair no esquecimento. A Copa do Brasil segue, a Série A continua exigindo regularidade, e o calendário não dá tempo para celebrações longas. Mas há vitórias que precisam ser sentidas. Esta é uma delas.

Porque o Remo que venceu o Bahia nesta quarta não ganhou apenas uma partida. Ganhou confiança. Ganhou visibilidade. Ganhou dinheiro. Ganhou história. E, acima de tudo, ganhou mais uma razão para fazer o torcedor azulino acreditar que 2026 pode ser lembrado como um ano em que o Leão deixou de sobreviver no cenário nacional para voltar a rugir alto.


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