Brasil encara o Egito no último teste antes da Copa; rivais do grupo ligam alerta com goleadas

Seleção Brasileira joga neste sábado (6), em Cleveland, uma semana antes da estreia contra Marrocos; Haiti, Escócia e Marrocos venceram bem em amistosos e mostram que o Grupo C exige atenção

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Rafael Ribeiro/CBF

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A Seleção Brasileira entra em campo neste sábado (6) para seu último compromisso antes da estreia na Copa do Mundo de 2026. O adversário será o Egito, em Cleveland, nos Estados Unidos, em um amistoso que servirá como teste final para o técnico Carlo Ancelotti definir ajustes e consolidar a equipe que iniciará a busca pelo hexacampeonato mundial.

O Brasil chega embalado pela goleada sobre o Panamá, mas ainda busca maior equilíbrio defensivo antes do início do torneio. O confronto diante dos egípcios será a última oportunidade para corrigir detalhes e ganhar confiança antes do duelo contra Marrocos, marcado para o dia 13 de junho.

Enquanto isso, os adversários da Seleção no Grupo C também demonstraram força em seus amistosos preparatórios. Marrocos venceu Madagascar por 4 a 0, a Escócia derrotou Curaçao por 4 a 1 e o Haiti goleou a Nova Zelândia por 4 a 0. Os resultados reforçam que a chave brasileira pode ser mais equilibrada do que aparenta.

Com elenco estrelado e grande expectativa da torcida, o Brasil busca encerrar a preparação transmitindo segurança e confirmando o favoritismo para iniciar sua caminhada rumo ao sonhado sexto título mundial.

A contagem regressiva para o sonho do hexa entrou em sua última curva. Neste sábado (6), a Seleção Brasileira enfrenta o Egito, às 19h, no Huntington Bank Field, em Cleveland, nos Estados Unidos, no último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo de 2026. A partida será o teste final de Carlo Ancelotti antes de transformar dúvidas em escolhas e preparação em obrigação: no dia 13 de junho, o Brasil inicia sua caminhada no Mundial contra Marrocos, em Nova Jersey.

O duelo contra os egípcios chega com cara de ensaio geral. Depois de golear o Panamá por 6 a 2 no Maracanã, em uma noite marcada pelo brilho de Vinicius Júnior e pela força do banco de reservas, o Brasil tenta fechar a preparação com uma atuação que convença não apenas pelo placar, mas pela consistência. Contra o Panamá, a Seleção mostrou poder ofensivo, mas também deixou sinais de alerta na defesa, especialmente pela forma como permitiu reação em alguns momentos do jogo.

Do outro lado, o Egito também chega embalado. A seleção africana venceu a Rússia por 1 a 0 em seu penúltimo amistoso antes da Copa, com gol de Mostafa Zico, jogador do Pyramids que carrega o apelido em homenagem ao ídolo brasileiro. Os egípcios estão no Grupo G do Mundial, ao lado de Bélgica, Irã e Nova Zelândia, e devem oferecer ao Brasil um teste físico, competitivo e com características diferentes das seleções sul-americanas.

Mas o Brasil também precisa olhar para além do amistoso. Enquanto Ancelotti ajusta a equipe, os adversários do Grupo C já mandaram seus recados. O Marrocos, rival da estreia brasileira, goleou Madagascar por 4 a 0 em Rabat, com gols de Ismael Saibari, duas vezes, Soufiane Rahimi e Ayoub El Kaabi. A seleção marroquina, semifinalista da última Copa, aparece novamente como o adversário mais perigoso da chave e chega com organização, força defensiva e velocidade pelos lados.

A Escócia também venceu bem. Em casa, no Hampden Park, a equipe europeia bateu Curaçao por 4 a 1, de virada, em seu penúltimo amistoso antes da Copa. Mesmo saindo atrás no placar, os escoceses reagiram com gols de Curtis, Lawrence Shankland, duas vezes, e Ryan Christie. O resultado reforça uma característica que o Brasil precisa observar: a Escócia não costuma entregar jogos facilmente e pode transformar bola parada, intensidade física e jogo aéreo em armas na fase de grupos.

E se alguém ainda enxergava o Haiti apenas como azarão, a goleada por 4 a 0 sobre a Nova Zelândia tratou de mudar o tom da conversa. A equipe caribenha venceu com autoridade em Fort Lauderdale, com gols de Ruben Providence, Lenny Joseph, Frantzdy Pierrot e Markhus Lacroix. O Haiti volta à Copa após 52 anos, mas mostrou que pode ser perigoso em transições rápidas e que não pretende apenas participar.

Por isso, o amistoso contra o Egito carrega mais peso do que um simples jogo preparatório. É a última oportunidade para o Brasil corrigir espaços, testar encaixes e encontrar equilíbrio entre talento e segurança. O ataque chega em alta, mas o Mundial cobra mais do que brilho individual. Contra seleções que também chegam marcando muitos gols, o Brasil precisará mostrar que sabe controlar o jogo, sofrer menos e transformar favoritismo em desempenho.

A estreia contra Marrocos será no dia 13 de junho. Depois, o Brasil enfrenta o Haiti no dia 19, na Filadélfia, e encerra a fase de grupos contra a Escócia, no dia 24, em Miami. A chave pode parecer acessível no papel, mas os últimos amistosos dos rivais deixaram um aviso: ninguém chega à Copa apenas para assistir ao Brasil jogar.

No sábado, contra o Egito, a pergunta que fica é simples: a Seleção vai apenas cumprir tabela antes da estreia ou vai entregar ao torcedor brasileiro a sensação de que o sonho do hexa começa com time, alma e futebol?

Serviço - Brasil x Egito

  • Data: sábado, 6 de junho
  • Horário: 19h, horário de Brasília
  • Local: Huntington Bank Field, Cleveland, Estados Unidos
  • Transmissão: TV Globo, com cobertura a partir das 18h