Contas de suspeitos do Comando Vermelho movimentaram R$ 57 mi no Pará
Denúncia do MP aponta organização criminosa, financiamento do tráfico e lavagem de dinheiro. Operação Babayaga foi deflagrada em abril de 2026 com apoio do Gaeco.
Foto: Divulgação
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O Ministério Público do Pará denunciou sete pessoas investigadas por atuação no núcleo financeiro do Comando Vermelho. As contas bancárias do grupo movimentaram cerca de R$ 57 milhões. A denúncia aponta organização criminosa, financiamento do tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A Operação Babayaga foi deflagrada em 24 de abril de 2026 com apoio do Gaeco e da Polícia Civil. Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva. O esquema utilizava empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos.
Contas bancárias ligadas a sete investigados por suposta atuação no núcleo financeiro do Comando Vermelho movimentaram cerca de R$ 57 milhões, segundo o Ministério Público do Pará. Com base na investigação, o órgão apresentou denúncia contra o grupo por organização criminosa, financiamento do tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
A denúncia foi oferecida pela 6ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital após investigação conduzida com apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no âmbito da Operação Babayaga.
De acordo com o Ministério Público, há indícios de que os recursos movimentados pelo grupo tenham origem em atividades criminosas, como tráfico de drogas e extorsão. A investigação aponta que o esquema utilizava uma rede de contas bancárias vinculadas a pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem dos valores.
Ainda segundo a Promotoria, as operações financeiras eram realizadas por meio de supostas empresas de fachada, utilizadas para movimentar recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.
A Operação Babayaga foi deflagrada em 24 de abril de 2026 com apoio do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil do Pará, por meio do Grupo de Trabalho de Facções (GTF/NIP), da Delegacia de Repressão às Facções Criminosas (DRFC) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).
Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva contra integrantes apontados pelas investigações como membros da organização criminosa.