Belém sediará entre os dias 29 de junho e 4 de julho a II Semana do Clima da Amazônia, evento que reunirá representantes da sociedade civil, empresas, pesquisadores, povos indígenas, juventudes, gestores públicos e especialistas para debater soluções voltadas ao futuro da região amazônica. A programação contará com mais de 50 atividades autogestionadas e abordará temas como bioeconomia, justiça climática, saúde, direitos humanos, transição energética e desenvolvimento sustentável.
Considerado o primeiro grande encontro climático realizado na capital paraense após a COP30, o evento busca fortalecer o protagonismo amazônico nas discussões globais sobre mudanças climáticas. Entre os destaques estão debates sobre sociobioeconomia, valorização dos povos tradicionais, financiamento climático, saúde e impactos das mudanças ambientais nas populações da região.
A programação será realizada em diferentes espaços de Belém e também contará com atividades virtuais, ampliando a participação de pessoas de diversos territórios amazônicos. Além de acompanhar os compromissos firmados durante a COP30, a iniciativa pretende conectar lideranças locais e internacionais, estimular investimentos sustentáveis e fortalecer a participação de jovens, mulheres e povos originários na construção de soluções para a Amazônia.
Belém voltará ao centro das discussões climáticas com a realização da II Semana do Clima da Amazônia, entre os dias 29 de junho e 4 de julho de 2026. A programação reunirá uma ampla agenda de debates sobre bioeconomia, justiça climática, saúde, direitos humanos, sustentabilidade e transição energética, com atividades presenciais em diferentes espaços da capital paraense e também em formato online.
A edição deste ano contará com mais de 50 eventos autogestionados, realizados entre os dias 1º e 4 de julho, reunindo organizações da sociedade civil, instituições de pesquisa, empresas, coletivos, juventudes, povos indígenas, representantes do setor público e especialistas. A proposta é ampliar a participação social e descentralizar os debates sobre o futuro da Amazônia, aproximando a agenda climática das realidades dos territórios.
As empresas, instituições e organizações interessadas em propor atividades podem realizar a inscrição pelo site oficial da Semana do Clima da Amazônia, onde também está disponível a programação completa do evento. Os encontros autogestionados integram a programação oficial e reforçam a ideia de que a construção de soluções climáticas precisa envolver diferentes setores da sociedade.
Entre os destaques da programação está a série “ABC do Clima e Saúde”, promovida pela Afya Belém, com encontros nos dias 1º e 2 de julho. As atividades vão abordar temas como prevenção de doenças relacionadas ao clima, impactos das escolhas alimentares na saúde planetária e formas de adaptação às mudanças climáticas.
A transição energética em territórios indígenas também terá espaço na agenda. O UNICEF e o Projeto Saúde & Alegria vão promover uma atividade dedicada à apresentação de experiências desenvolvidas nos territórios Yanomami, em Roraima, e Munduruku, no Pará. O debate deve mostrar como soluções energéticas podem contribuir para autonomia, saúde, comunicação e qualidade de vida em comunidades amazônicas.
A programação também contará com discussões sobre desenvolvimento territorial sustentável, bioeconomia e protagonismo comunitário. Um dos eventos previstos é o “Programa Corredor: Parcerias multissetoriais para impulsionar o desenvolvimento territorial sustentável na Amazônia”, promovido pela Hydro, que reunirá representantes de comunidades, empresas, governos e organizações parceiras.
Outro destaque será o evento “Sociobioeconomia Viva: Povos e comunidades na liderança da transição justa nos territórios”, organizado pela Secretaria Adjunta de Bioeconomia da Semas-PA, no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia. A atividade discutirá o papel das populações amazônicas na construção de modelos sustentáveis de desenvolvimento, com geração de renda, conservação ambiental e valorização dos modos de vida tradicionais.
As discussões sobre bioeconomia também estarão presentes na “Edição BioBusiness na Semana do Clima da Amazônia”, promovida pela Semas-PA. A atividade será voltada ao fortalecimento do diálogo entre capital, inteligência territorial e negócios sustentáveis, com foco em soluções econômicas conectadas à floresta em pé.
A infraestrutura necessária para fortalecer cadeias produtivas da sociobioeconomia será outro ponto de debate. O evento “A Infraestrutura Invisível da Floresta em Pé”, promovido pelo Fundo Vale, no Instituto Tecnológico Vale (ITV), discutirá gargalos da bioeconomia amazônica, como perdas pós-colheita, desafios logísticos e limitações estruturais que dificultam o acesso de produtos da floresta a mercados mais amplos.
A juventude amazônica também terá protagonismo em diferentes agendas da programação. Entre elas está o encontro “Juventude, meio ambiente e terreiro: luta dos povos de terreiro acreanos”, realizado em formato online, com debates sobre justiça socioambiental, juventude e valorização de saberes tradicionais.
Também serão realizados debates sobre moradia, justiça climática e preservação ambiental, como o evento “Juventudes da Amazônia entre o Direito à Moradia e a Justiça Climática: experiências de Roraima em áreas de preservação permanente”, promovido pelo Coletivo Jucia.
No dia 3 de julho, a programação contará ainda com atividades voltadas à saúde mental e aos impactos da crise climática sobre as juventudes indígenas, como o evento online “O Peso do Clima: Saúde Mental e o Futuro das Juventudes Indígenas”, promovido pelo Instituto Witoto.
Outras agendas previstas incluem discussões sobre acesso à política pública para jovens agricultores da Amazônia Legal, com o evento “Acesso ao PRONAF Jovem: Caminho para a Transformação da Agricultura Familiar na Amazônia Legal”, além do encontro “Renovando o presente: da transição energética à resiliência nas novas cidades”, promovido pelo COJOVEM.
A programação também abrirá espaço para debates relacionados a direitos humanos, sustentabilidade e justiça climática, com atividades como o “Festival +DH 2026”, do Instituto Ethos, e “Diálogos sobre Desenvolvimento, Direitos Humanos e Sustentabilidade”, promovido pela UNIQUITA.
Outro destaque será a atividade “Bússola para o Desenvolvimento Sustentável: conversa, troca e construção conjunta”, promovida pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), com debates sobre propostas socioambientais e construção coletiva de soluções para o país.
A programação inclui ainda o evento “Rota 26-30: ações prioritárias para 5 grandes debates para as Amazônias”, promovido pela Uma Concertação pela Amazônia, que propõe reflexões sobre caminhos estratégicos para o futuro da região.
Além das atividades presenciais em espaços como o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, Instituto Tecnológico Vale, Afya Belém e CESUPA, parte da programação será realizada de forma virtual, ampliando o alcance dos debates e permitindo a participação de diferentes territórios amazônicos.
Primeiro grande encontro climático após a COP30
A II Semana do Clima da Amazônia será o primeiro grande encontro climático realizado em Belém após a COP30. A programação reunirá representantes do setor privado, agentes públicos, pesquisadores, organizações da sociedade civil e lideranças sociais para debater caminhos voltados à sustentabilidade, justiça climática e desenvolvimento regenerativo.
Entre os objetivos da edição de 2026 estão o monitoramento dos compromissos firmados durante a COP30, a conexão entre lideranças globais e amazônicas, a atração de novos investimentos regenerativos e o fortalecimento da participação de juventudes, mulheres e povos originários no centro das discussões climáticas.
Segundo Lucimar Souza, diretora de Desenvolvimento Territorial do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), um dos correalizadores, a Semana do Clima se consolidou como um espaço importante para ampliar a presença da população amazônica no debate global sobre mudanças climáticas.
“O principal legado da primeira edição foi trazer de forma estruturada para a Amazônia o debate sobre clima e a busca por soluções para os desafios da região. Durante muito tempo, as pessoas ouviam falar das Semanas do Clima acontecendo em outros países, e realizar esse encontro em Belém permitiu ampliar a participação da população amazônica nesse debate”, destacou.
A diretora também ressaltou que o evento busca fortalecer o protagonismo regional ao criar espaços de escuta, diálogo e proposição de soluções conectadas à realidade amazônica.
“Além de discutir os desafios, a Semana do Clima também é um espaço de aprendizagem sobre o debate climático global, ajudando mais pessoas a compreenderem a importância desse tema”, afirmou.
A edição de 2026 será estruturada em seis eixos temáticos da Agenda de Ação da COP30, considerados estratégicos para o futuro da floresta e da humanidade. O primeiro abordará os compromissos pós-COP30 e os chamados “Mapas do Caminho”, com debates sobre transição energética justa, afastamento dos combustíveis fósseis, adaptação climática e cooperação entre florestas tropicais.
Outro eixo será voltado às economias regenerativas e à sociobioeconomia, com discussões sobre soluções baseadas na natureza, restauração florestal, cadeias produtivas da biodiversidade e financiamento climático. Também haverá espaço para debates sobre direitos territoriais, protagonismo de juventudes e povos originários, enfrentamento ao racismo ambiental e fortalecimento da cidadania.
A programação ainda incluirá painéis sobre ciência, inovação e impactos das mudanças climáticas na saúde, reforçando que a crise climática também é uma questão de saúde pública, segurança alimentar, infraestrutura e proteção social.
Entre as agendas previstas está a “Mesa Executiva da Bioeconomia – Beneficiamento do Açaí”, com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas-PA), programada para o dia 1º de julho, no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia. A atividade terá como tema “Açaí Amazônico: saúde, nutrição e novas aplicações” e reunirá especialistas, pesquisadores, chefs, comunicadores e representantes da cadeia produtiva para discutir o potencial do açaí amazônico como alimento funcional, suas aplicações culinárias e industriais e estratégias para ampliar sua presença no mercado nacional e internacional.
Sobre a Semana do Clima
A Semana do Clima da Amazônia reúne organizações públicas, privadas e da sociedade civil com o objetivo de debater soluções e propor ações estruturantes para enfrentar desafios ambientais, sociais, econômicos e culturais da Amazônia.
A iniciativa busca fortalecer uma visão de longo prazo para a região, alinhando políticas públicas e iniciativas privadas em torno de um modelo de desenvolvimento capaz de equilibrar conservação ambiental, geração de renda e bem-estar das populações locais.
A primeira edição, realizada em 2025, reuniu mais de 4 mil participantes, promoveu mais de 100 horas de programação e realizou mais de 35 eventos em Belém, com a participação de mais de 30 organizações parceiras.
A edição de 2026 contará com patrocínio das empresas Hydro e Vale e terá uma ampla rede de correalizadores, incluindo instituições de ensino, organizações ambientais, empresas, movimentos sociais, coletivos, centros de pesquisa e representantes de diferentes setores ligados à agenda climática.
Com uma programação diversa e descentralizada, a Semana do Clima da Amazônia reforça o papel de Belém e da Amazônia como espaços centrais para a construção de soluções climáticas. Ao reunir bioeconomia, justiça climática, saúde, juventudes, povos tradicionais, inovação e transição energética, o evento busca transformar compromissos globais em ações conectadas aos territórios.
Serviço
Evento: II Semana do Clima da Amazônia
Data: 29 de junho a 4 de julho de 2026
Local: Belém (PA)
Programação principal: 29 e 30 de junho
Eventos autogestionados: 1º a 4 de julho
Formato: presencial e online
Inscrições: disponíveis no site oficial da Semana do Clima da Amazônia
Temas: bioeconomia, justiça climática, saúde, direitos humanos, sustentabilidade, juventudes, povos indígenas e transição energética