A tradição de trocar figurinhas da Copa do Mundo mobiliza famílias em Belém. No Centro Cultural Banco da Amazônia, encontros acontecem todos os sábados de junho, das 10h às 14h, reunindo colecionadores de todas as idades. Uma família de São Paulo, em viagem pela capital paraense, participou do evento e reduziu o acervo de repetidas de 50 para 20 figurinhas. Além das trocas, o espaço oferece contação de histórias infantis com foco em povos indígenas e animais amazônicos, além de brincadeiras juninas. O local também abriga as exposições "Futebol – Exposição Nacional de Humor do Banco da Amazônia" e "Trabalhadores", de Sebastião Salgado, com entrada gratuita.
A cada edição da Copa do Mundo, uma tradição se repete em lares brasileiros: o ritual de abrir pacotinhos, colar figurinhas e, principalmente, trocar repetidas em busca do álbum completo. Para o casal Luís Cesar e Sônia Santana, moradores de São Paulo, essa prática vai além do colecionismo — é um elo familiar que atravessa décadas.
Durante uma viagem de turismo por Belém, eles não deixaram de lado a missão de preencher o álbum de 2026. No último sábado (20), participaram de mais um encontro promovido pelo Centro Cultural Banco da Amazônia, na capital paraense, dedicado à troca de figurinhas. A família, que tem cinco filhos e seis netos, manteve a tradição mesmo longe de casa.
“Meu pai já comprava, mas a gente nunca conseguia encher o álbum. Quando tivemos os meninos, recomeçamos. Mas quem trabalha mais nessa família somos nós duas”, brinca Sônia, apontando para a filha Rebecca, responsável por mapear pontos de troca onde quer que estejam. “Mamãe é a colecionadora principal, mas eu fico atenta aos eventos e ando com as figurinhas”, explica Rebecca. “Já eu sou o caixa e diretor financeiro”, completa Luís Cesar, com bom humor.
Concentrados, eles negociaram com adultos e crianças para reduzir o volume de repetidas — e a missão foi cumprida com sucesso. “Chegamos com quase umas 50 e estamos saindo com 20 apenas. Valeu muito a experiência e ainda ganhamos três pacotinhos novos. Realmente, Belém entrega tudo!”, destacou Rebecca.
Os encontros para troca de figurinhas acontecem em todos os sábados de junho, das 10h às 14h, no Centro Cultural Banco da Amazônia, localizado na Avenida Presidente Vargas, nº 800, em Belém.
Programação infantil e contação de histórias
Além das trocas, o espaço ofereceu outras atividades no fim de semana. No sábado, enquanto os colecionadores se dedicavam ao álbum, a atriz Ester Sá conduziu uma sessão de contação de histórias infantis, com ênfase em povos indígenas e animais da região. “O contador de histórias é como uma ponte: ele liga esse conhecimento ancestral e faz uma travessia para chegar às novas gerações — e a todas as gerações”, explicou Ester.
O engenheiro Tadeu Tavares levou os dois filhos, de 9 e 5 anos, e aprovou a experiência. “Eu vi na carinha deles que gostaram muito, riram e interagiram o tempo todo. Muito importante ter esse espaço.”
No domingo (21), a programação infantil continuou com atividades e brincadeiras juninas promovidas pelo grupo Umbaú Animações. A professora Layane Silva levou os filhos José Inácio e Vicente e destacou a importância do evento: “Ter esse momento para as crianças brincarem de verdade, saindo do ambiente virtual, é muito bom. Elas estão se divertindo demais. Fiquei impressionada com a organização e a qualidade da programação — tudo gratuito.”
Centro Cultural Banco da Amazônia: um espaço de cultura e lazer
O Centro Cultural Banco da Amazônia é um importante espaço de fomento à arte e à cultura na região amazônica. Localizado no coração de Belém, o espaço promove exposições, mostras e eventos gratuitos, reforçando o compromisso da instituição com a democratização do acesso à cultura e a valorização dos talentos locais e nacionais.
Exposições em cartaz
· Futebol – Exposição Nacional de Humor do Banco da Amazônia
· Trabalhadores, de Sebastião Salgado
Horários de visitação: terça a sexta, das 10h às 16h; sábado, domingo e feriados, das 10h às 14h. Entrada gratuita.
Por Portal Belém com redação de Antonia Ribeiro.