O Projeto Novas Minas (PNM), da Mineração Rio do Norte (MRN), avança com R$ 9 bilhões em investimentos e expectativa de 2,3 mil empregos nos municípios de Oriximiná, Terra Santa e Faro, no oeste do Pará. O projeto oferece 1,2 mil vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional para moradores da região. Atualmente, 85% dos empregados da MRN são paraenses. A estimativa é que o projeto movimente R$ 727 milhões por ano em compras locais e gere R$ 389 milhões anuais em impostos. As comunidades quilombolas participaram ativamente da construção do projeto. Além dos investimentos produtivos, o PNM amplia ações sociais e ambientais, com R$ 51,6 milhões destinados a essas iniciativas em 2025.
Os municípios de Oriximiná, Terra Santa e Faro, no oeste do Pará, estão prestes a vivenciar um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social com o avanço do Projeto Novas Minas (PNM), da Mineração Rio do Norte (MRN). Após a obtenção da Licença de Instalação, o projeto entra em nova fase, com início das obras, contratações, aquisição de bens e serviços e ampliação de investimentos sociais e ambientais na região.
Os números já dimensionam o impacto esperado: estão previstos R$ 9 bilhões em investimentos de 2027 a 2041, além de R$ 1,9 bilhão já programado para este ano. Durante a implantação, devem ser criadas 2,3 mil vagas de trabalho, enquanto mais de 7,5 mil empregos serão mantidos ao longo da operação contínua da MRN. Mas os reflexos vão além da geração de postos.
“O Novas Minas se alinha com os anseios das comunidades e com as vocações da região. Nosso objetivo é que os benefícios gerados sejam percebidos por quem vive no território, seja por meio de empregos, qualificação profissional, fortalecimento dos negócios locais ou investimentos sociais”, afirma Guido Germani, CEO da MRN.
Qualificação profissional: 1,2 mil vagas gratuitas
Antes mesmo do início das obras, a MRN já está investindo na formação de mão de obra local. O projeto oferece 1,2 mil vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional para moradores de Oriximiná, Terra Santa e Faro. As capacitações abrangem áreas com alta demanda prevista, como construção civil, operação de máquinas, soldagem e manutenção.
Os selecionados receberão uma bolsa de R$ 960 (cota única) para apoiar o período de formação. “A geração de oportunidades começa muito antes da contratação. Passa pela qualificação das pessoas e pelo fortalecimento da capacidade local de atender às demandas que virão com os novos investimentos”, destaca Magda Damasceno, gerente-geral de Recursos Humanos da MRN.
Atualmente, 85% dos empregados da MRN são paraenses, o que reforça a geração e permanência da renda dentro do próprio estado.
Comunidades quilombolas e fortalecimento local
Para Marivaldo Rocha, coordenador administrativo da Associação da Comunidade Remanescente de Quilombo Boa Vista (ACRQBV), o PNM também amplia perspectivas de futuro para os jovens da região. “O PNM é muito importante porque abre portas para quem deseja construir uma profissão e ingressar no mercado de trabalho. Com mais qualificação, vem também mais renda, dignidade e qualidade de vida para as famílias.”
O projeto foi construído com ampla participação comunitária, incluindo estudos específicos junto às comunidades quilombolas, seguindo protocolos previstos pela legislação brasileira e acordos internacionais. “As comunidades têm participação muito importante no PNM. Ouvimos preocupações, esclarecemos dúvidas e construímos soluções ao longo do caminho”, afirma Jéssica Naime, gerente-geral de Desempenho Social e Comunicação da MRN.
Impacto na economia local e cadeia produtiva
Com a ampliação das atividades, cresce também a demanda por hospedagem, alimentação, transporte, manutenção, materiais, serviços especializados e fornecimento de insumos. A estimativa é que sejam movimentados cerca de R$ 727 milhões por ano em compras locais, fortalecendo empresas e empreendedores da região. Além disso, o projeto deve gerar R$ 389 milhões anuais em impostos e contribuições.
Investimentos sociais e ambientais
Além dos investimentos produtivos, o PNM vai ampliar ações voltadas para educação, geração de renda, fortalecimento comunitário, saúde e meio ambiente. Somente em 2025, foram destinados R$ 51,6 milhões para esse tipo de iniciativa na região. Com a implantação do PNM, esse trabalho ganha nova escala, abrangendo qualificação profissional, fortalecimento das cadeias produtivas locais, apoio às comunidades, monitoramento ambiental e desenvolvimento territorial.
“Mais do que viabilizar a continuidade da produção, o Novas Minas representa uma oportunidade de construir, junto com as comunidades, um legado para a região. As obrigações que assumimos no licenciamento se traduzem em investimentos concretos que ajudam a ampliar oportunidades, fortalecer serviços e contribuir para uma melhor qualidade de vida no território”, afirma Jéssica Naime.
Desenvolvimento já começou: números do PNM
· Empregos: 2,3 mil novas vagas na implantação + mais de 7,5 mil empregos mantidos
· Qualificação: 1,2 mil vagas gratuitas em 14 cursos; bolsa de R$ 960
· Investimentos: R$ 9 bilhões até 2041; R$ 1,9 bilhão já previsto para a próxima etapa
· Economia local: R$ 727 milhões por ano em compras locais; R$ 389 milhões anuais em impostos e contribuições
Na visão da MRN, a nova fase combina desenvolvimento regional e relevância nacional. “O PNM conecta produção, emprego, desenvolvimento regional e competitividade industrial. Os benefícios começam no território, mas seus efeitos alcançam toda a cadeia do alumínio e diferentes setores da economia do país”, conclui Guido Germani.