Passagens no Pará sobem até 20% e pesam nas férias de julho
Levantamento do Dieese aponta reajustes acima da inflação em rotas rodoviárias e hidroviárias durante o verão amazônico e as férias escolares
Marcelo Seabra / Ag. Pará
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As férias de julho começaram mais caras para quem pretende viajar pelo Pará. Levantamento do Dieese/PA aponta que as passagens rodoviárias registraram aumentos superiores a 20% nos últimos 12 meses, percentual muito acima da inflação do período. O estudo atribui a alta ao crescimento da procura durante o verão amazônico e às férias escolares, além do aumento dos custos operacionais das empresas, como combustíveis, manutenção da frota, peças e despesas administrativas.
O levantamento analisou tarifas para diversos destinos intermunicipais e interestaduais, além do transporte hidroviário, bastante utilizado nesta época do ano. Destinos turísticos como Salinópolis, Bragança e Marudá registram grande procura, enquanto viagens para outras capitais brasileiras também apresentam valores elevados.
O Dieese destaca que o aumento do diesel, principal combustível utilizado pelos ônibus, tem impacto direto sobre as tarifas. Diante desse cenário, a orientação é que os passageiros planejem as viagens com antecedência, pesquisem preços e evitem comprar passagens na última hora, quando a demanda costuma pressionar ainda mais os valores.
Viajar durante as férias escolares de julho ficou significativamente mais caro para quem pretende sair de Belém ou circular pelo interior do Pará. Levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) revela que o preço das passagens registrou aumentos superiores a 20% nos últimos 12 meses, percentual muito acima da inflação acumulada no período, estimada em cerca de 4,5%.
A pesquisa foi realizada no Terminal Rodoviário de Belém e analisou os principais destinos intermunicipais e interestaduais mais procurados nesta época do ano. O estudo também avaliou tarifas do transporte hidroviário, bastante utilizado durante o verão amazônico, quando praias e balneários do estado recebem milhares de visitantes.
Segundo o levantamento, o aumento das tarifas resulta da combinação entre custos operacionais mais elevados e o crescimento da procura por viagens durante o período de férias. Entre os fatores apontados estão o reajuste dos combustíveis, aumento das despesas com manutenção da frota, compra de peças, pneus, lubrificantes, além dos custos administrativos e de pessoal das empresas de transporte.
Com maior demanda, as companhias também costumam reduzir promoções e tarifas especiais, elevando o valor pago pelos passageiros.
Destinos mais procurados
Nas rotas intermunicipais, os preços variam conforme a distância. Entre os principais destinos pesquisados estão:
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Barcarena: R$ 32
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Vigia e São Caetano de Odivelas: R$ 35
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Abaetetuba: R$ 38
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Marudá: R$ 60
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Capanema: R$ 65
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Bragança: R$ 92
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Salinópolis: R$ 93
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Mocajuba: R$ 98
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Cametá: R$ 107
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Paragominas: R$ 130
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Tucuruí: R$ 178
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Marabá: R$ 190
Já para quem pretende viajar para outros estados, os valores são ainda mais elevados. As passagens para São Luís custam cerca de R$ 280, enquanto viagens para Fortaleza chegam a R$ 550. Os bilhetes para Brasília giram em torno de R$ 750, e os destinos São Paulo e Rio de Janeiro alcançam aproximadamente R$ 950.
No transporte hidroviário, bastante utilizado para municípios da região do Marajó, os preços variam entre R$ 40 e mais de R$ 60, dependendo do destino e das taxas cobradas.
Combustíveis pressionam custos
O Dieese também destaca que o aumento dos preços dos combustíveis influencia diretamente o custo das operações das empresas de transporte.
Nos últimos doze meses, os principais reajustes registrados em Belém foram:
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Gasolina: alta de 5,5%
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Diesel: alta de 13,7%
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Etanol: alta de 3,7%
Como o diesel é o principal combustível utilizado pelos ônibus, seu reajuste impacta diretamente as tarifas cobradas dos passageiros.
Planejamento pode reduzir gastos
Diante do cenário de alta demanda e reajustes, o Dieese recomenda que os consumidores façam um planejamento antecipado, pesquisem diferentes empresas e adquiram as passagens antes do pico das férias, estratégia que pode garantir melhores preços e maior disponibilidade de horários.
Com o início da temporada de julho, a expectativa é de aumento no fluxo de passageiros em terminais rodoviários e hidroviários do estado, impulsionado pelas viagens para praias, balneários e municípios turísticos do Pará.