Lula defende aumento da pena para feminicídio durante evento no Rio Grande do Norte

Presidente também propôs medidas mais rígidas contra agressores e reforçou o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios

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Lula defende aumento da pena para feminicídio durante evento no Rio Grande do Norte
Ricardo Stuckert / PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira (2), durante agenda no Rio Grande do Norte, o aumento da pena para homens que matam mulheres e medidas mais rígidas contra agressores. A fala ocorreu durante evento ligado à inauguração de uma obra da transposição do rio São Francisco.

Lula voltou a citar o Pacto contra o Feminicídio e afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher deve envolver punição, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores. Entre as medidas mencionadas estão o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de aproximação em casos de violência doméstica.

O discurso ocorreu em meio a repercussões políticas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, após divergências públicas sobre alianças políticas no Ceará. A fala de Lula também chamou atenção por adotar um tom mais punitivo, abordagem geralmente associada a setores da direita.

Durante a agenda, o presidente ainda comentou as restrições da legislação eleitoral para inauguração de obras e cobrou a divulgação de programas federais, como o Brasil Sorridente.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (2), o endurecimento das punições contra homens que cometem violência contra mulheres, incluindo o aumento de pena para casos de feminicídio. A declaração foi feita durante agenda oficial no Rio Grande do Norte, em meio a um cenário político marcado pela disputa de narrativas sobre segurança pública, direitos das mulheres e medidas de combate à violência de gênero.

Durante o discurso, Lula voltou a mencionar o Pacto contra o Feminicídio, iniciativa que tem aparecido com frequência em falas recentes do governo federal. O presidente afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa envolver punição, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.

Segundo Lula, homens que agridem mulheres devem ser submetidos a medidas mais rígidas, como o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de aproximação quando houver risco à vítima. Ele também defendeu que crimes que resultam na morte de mulheres recebam uma resposta penal mais severa.

A fala teve tom de cobrança sobre a gravidade dos casos de violência doméstica registrados no país. O presidente citou situações de agressões extremas para defender que o Estado atue com mais firmeza contra agressores e feminicidas.

O tema também ganha peso no ambiente político nacional. A declaração ocorreu em um momento de repercussão envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, após divergências públicas relacionadas a articulações políticas no Ceará. A situação ampliou o debate sobre a relação de lideranças políticas com o público feminino.

Embora discursos com foco em endurecimento penal sejam frequentemente associados a setores da direita, Lula adotou uma linha mais punitiva ao tratar da violência contra a mulher. A abordagem aparece em meio à tentativa do governo de reforçar a pauta de proteção feminina e ampliar a visibilidade de ações voltadas ao enfrentamento do feminicídio.

Além do tema da violência de gênero, Lula participou da inauguração de um túnel ligado à transposição das águas do rio São Francisco para o Rio Grande do Norte. Durante a agenda, o presidente afirmou que deixará de participar de inaugurações oficiais por causa das restrições previstas na legislação eleitoral.

Segundo Lula, a partir do prazo estabelecido pela lei, ele poderá visitar obras, mas não poderá realizar atos com caráter oficial de inauguração. A declaração foi feita em referência ao calendário eleitoral e às limitações impostas a agentes públicos durante o período que antecede as eleições.

Na agenda no Rio Grande do Norte, o presidente também cobrou a divulgação de programas federais, como o Brasil Sorridente, e voltou a criticar a forma como a população mais pobre é tratada no debate político. Lula afirmou que os mais pobres costumam ganhar atenção especial de parte da elite apenas no período eleitoral.

A fala no estado nordestino combinou, portanto, três frentes de discurso: a defesa de medidas mais duras contra a violência de gênero, a entrega de obras federais antes das restrições eleitorais e a tentativa de reforçar programas sociais como marca de governo.


FONTE: O Liberal
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